Diante de boatos de terceirização, Bombeiros renovam contrato e seguirão no SAMU de Anápolis por mais 5 anos

Medida era defendida pela SES e tinha como objetivo otimizar recursos e centralizar gestão

Gabriella Pinheiro Gabriella Pinheiro -
Imagem ilustrativa de Ambulância do Samu. (Foto: Reprodução)
Imagem ilustrativa de Ambulância do Samu. (Foto: Reprodução)

Os rumores sobre uma suposta terceirização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Anápolis caíram por terra. Na quarta-feira (07), foi formalizada a renovação do contrato entre o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) e o município.

O Termo de Cooperação nº 39/2025 foi publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás e prevê a conjugação de esforços entre os órgãos para a implementação de ações na área de Atendimento Especializado à Saúde na cidade. A vigência do acordo é de 06 de janeiro de 2026 até 05 de janeiro de 2031, totalizando cinco anos.

Pelo termo, os bombeiros militares atuarão de forma voluntária e remunerada, durante os horários de folga, nas atividades do programa Samu 192. A decisão ocorre após o encerramento do contrato anterior, que se deu no último mês de 2025.

Anteriormente, a Prefeitura de Anápolis havia sinalizado a intenção de aderir ao Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisceno), que passaria a gerir o Samu em toda a macrorregião Centro-Norte.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) defendia, até então, que a medida tinha como objetivo otimizar recursos e centralizar a gestão para aumentar a eficiência do serviço. Apesar disso, o tema não vem mais sendo pautado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e não deve avançar no curto prazo.

Importância regional

Conforme publicado anteriormente pelo Portal 6, somente entre os dias 1º e 31 de dezembro do ano passado, o Samu Anápolis realizou 2.191 atendimentos, abrangendo não apenas a cidade, mas também municípios vizinhos.

A maioria das ocorrências (1.521) foi de natureza clínica. Entre os principais motivos de acionamento estão dores agudas (228), crises convulsivas (102) e problemas respiratórios, como dispneia (89).

No período, também foram registrados 28 óbitos e 28 atendimentos a paradas cardiorrespiratórias (PCR).

Já entre as causas externas, as quedas da própria altura lideram as ocorrências, com 88 registros, seguidas por colisões envolvendo carros e motocicletas (66).

As Unidades de Suporte Básico (USB) de Anápolis realizaram, sozinhas, mais de 1.300 saídas.

Vale destacar que a estrutura do Samu atende diversos outros municípios, como Alexânia e Pirenópolis, com 85 atendimentos cada, além de Abadiânia, que registrou 84 ocorrências no período.

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Gabriella Pinheiro

Gabriella Pinheiro

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, está sempre atenta aos temas que impactam o dia a dia da população. Começou como estagiária no Portal 6 e, com dedicação e olhar apurado, chegou à editoria. Tem interesse especial na prestação de serviços, mas não dispensa uma boa reportagem ou uma história bem contada.

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