Família depõe em audiência, mas ainda aguarda por julgamento de homem que matou empresária em Anápolis: “descaso”

Sessão tratou da quebra de medida protetiva de Edney Pereira dos Santos contra Regiane Pires da Silva

Natália Sezil Natália Sezil -
O que aconteceu com ex-marido que matou empresária a tiros em Anápolis? Julgamento
Edney Pereira dos Santos é investigado por tirar a vida de Regiane Pires da Silva. (Foto: Reprodução)

Edney Pereira dos Santos, apontado como principal suspeito da morte da empresária e ex-esposa Regiane Pires da Silva, passou por audiência de instrução na tarde desta quinta-feira (15), no Fórum de Anápolis.

A sessão tratou da quebra de medida protetiva, ainda sem abordar o suposto homicídio. Diversas testemunhas foram ouvidas, tanto da defesa quanto da acusação, mas o resultado não foi divulgado ao final.

A sensação que ficou para Meiriele da Silva, irmã da vítima, foi de desrespeito. Ela relatou ao Portal 6 que se sentiu constrangida por ficar próxima a Edney – que esteve presente na audiência durante o depoimento de algumas testemunhas.

A família ainda aguarda pelo Tribunal do Júri que abordará o homicídio. Inicialmente, o julgamento aconteceria no dia 10 de setembro de 2025, mas foi adiado por conta do prazo de um atestado médico, não se sabe de quem.

A segunda data marcada foi o dia 15 de setembro – mas, novamente, a sessão foi adiada. Desta vez, a defesa solicitou que o júri acontecesse em outra comarca, alegando dúvidas sobre a imparcialidade dos jurados.

As justificativas apresentadas foram a comoção social e a cobertura midiática sobre o caso. O pedido foi aceito, mas não foi definida uma nova data para a realização do Tribunal do Júri.

Meiriele vê descaso: “Fica a nossa indignação por fazer [apenas] o julgamento da quebra de protetiva, sendo que minha irmã foi assassinada e até hoje não houve o julgamento desse assassinato dela, porque ele consegue ficar recorrendo e toda vez entra com recurso”.

“É um descaso, um desrespeito com os nossos familiares”, contou à reportagem. “Queremos realmente é o julgamento dele pelo assassinato da minha irmã. Isso não paga, ela não vai voltar, e a gente tem que passar por esse constrangimento. Ele estava junto com a gente, do nosso lado”.

“Esperamos que a Justiça seja feita e que seja marcado o quanto antes”, finalizou.

Em tempo

O crime aconteceu no dia 28 de março em uma loja do bairro Jundiaí, na região Central de Anápolis.

Imagens de câmeras de segurança mostram quando o homem invade o escritório da ex-esposa e dispara contra ela. Depois, ele corre até a caminhonete branca em que chegou e foge do local.

Edney foi preso pela Polícia Militar (PM) em Araguaçu, no Tocantins, horas depois, ainda durante a fuga.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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