A carne de segunda que é macia, suculenta e desfia na boca, provando que nem sempre a picanha é a melhor opção para o churrasco

Com preparo certo e corte bem escolhido, algumas carnes mais baratas podem surpreender no sabor e virar a estrela da grelha

Magno Oliver Magno Oliver -
A carne de segunda que é macia, suculenta e desfia na boca, provando que nem sempre a picanha é a melhor opção para o churrasco
(Foto: Captura de Tela/YouTube)

Quando o assunto é churrasco, muita gente pensa que não existe escolha melhor do que a picanha.

Ela virou sinônimo de carne nobre, presença garantida em reuniões de família e o corte que costuma chamar mais atenção na hora de servir.

Só que a verdade é que, mesmo com toda a fama, ela não é a única opção capaz de entregar maciez, suculência e aquele sabor marcante que deixa todo mundo pedindo mais.

Existe uma carne de segunda que, quando bem preparada, fica tão macia que parece desmanchar na boca.

E o melhor: custa bem menos, rende bastante e é perfeita para quem quer fazer um churrasco completo sem estourar o orçamento.

Estamos falando do acém, um corte popular, versátil e muito subestimado, mas que pode virar destaque na grelha quando recebe o tratamento certo.

O acém é uma carne localizada na parte dianteira do boi e, por isso, tem fibras mais longas e bastante colágeno. Isso faz com que, em preparos rápidos e sem técnica, ele possa ficar mais firme.

O segredo está justamente em usar esse ponto a favor, porque o colágeno, quando submetido a tempo e calor adequados, se transforma em textura macia e suculenta, dando aquele resultado que “desfia” fácil.

E não é exagero. Em muitos churrascos bem feitos, o acém aparece como uma alternativa surpreendente.

Ele pode ser servido em tiras, em cubos, com tempero simples ou até em versões mais caprichadas, como se fosse carne de panela na brasa.

O que muda tudo é respeitar o tempo da carne e não tentar apressar o processo como se fosse um corte premium.

Para acertar no acém, a primeira dica é escolher uma peça com boa camada de gordura entremeada.

Essa gordura ajuda a manter a suculência e evita que a carne resseque. Depois, vale apostar em um tempero direto, como sal grosso, ou em uma marinada leve para realçar ainda mais o sabor.

Mas o principal é entender que o acém gosta de fogo médio e paciência.

Uma forma muito usada para deixar o acém perfeito é preparar na churrasqueira com papel-alumínio no início.
Assim, ele cozinha no próprio vapor, amacia por dentro e conserva os sucos naturais.

Depois, basta abrir e dourar rapidamente na brasa para ganhar cor, cheiro e aquele sabor defumado de respeito. O resultado costuma impressionar até quem torce o nariz para qualquer coisa que não seja picanha.

Além de ser ótimo para comer na hora, o acém também rende muito bem para quem gosta de reaproveitar.

O que sobra pode virar sanduíche, carne desfiada, recheio de pão de alho, pastel, porções e até um almoço reforçado no dia seguinte.

Isso sem perder o sabor, porque é uma carne que segura bem o tempero e fica ainda melhor depois de descansar.

No fim das contas, a picanha continua sendo maravilhosa, mas não precisa ser regra. O churrasco fica muito mais interessante quando a grelha tem variedade, e o acém mostra que carne de segunda não significa carne sem qualidade.

Com escolha certa e preparo bem feito, ele prova que dá, sim, para comer macio, suculento e cheio de sabor gastando menos e surpreendendo mais.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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