Cientistas encontram 3 fatores em comum para longevidade após analisar brasileiros que passam dos 100 anos

Pesquisa com centenários brasileiros chamou atenção por mostrar que longevidade não é só sorte, já que alguns padrões se repetem em quem envelhece com mais resistência

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
O hábito dos samurais que fortalece as pernas e melhora a mobilidade na velhice
(Foto: Ilustração/Pexels)

Viver mais de 100 anos parece coisa rara, mas o número de brasileiros que chega a essa idade vem chamando atenção de cientistas, principalmente porque alguns idosos passam do século de vida com lucidez, autonomia e menos limitações do que muita gente imagina.

Ao analisar centenários e supercentenários, pesquisadores observaram que existe um padrão em comum em boa parte desses casos. A longevidade, segundo a ciência, costuma aparecer quando o corpo consegue resistir melhor ao desgaste do tempo, mantendo uma proteção natural contra doenças e problemas que costumam surgir com o envelhecimento.

A seguir, veja três fatores que aparecem com frequência entre brasileiros que passam dos 100 anos e ajudam a explicar por que alguns vivem mais.

1) Diversidade genética pode favorecer a longevidade

Um dos pontos que mais se destaca em estudos com brasileiros centenários é a diversidade genética, já que o Brasil é um país miscigenado e tem combinações raras no DNA. Isso pode aumentar a chance de algumas pessoas terem variantes protetoras, que ajudam o corpo a envelhecer com mais resistência.

Na prática, essa diversidade genética funciona como uma espécie de vantagem biológica, já que o organismo pode carregar características que reduzem o risco de certas doenças e tornam o envelhecimento mais lento em alguns aspectos.

2) Sistema imunológico mais resistente ao longo da vida

Outro fator em comum é um organismo que tende a lidar melhor com agressões externas, como infecções e inflamações. Com o tempo, o corpo de muita gente perde força e começa a sofrer com problemas repetidos, o que desgasta o sistema e acelera quedas na saúde.

Já entre muitos centenários, a ciência observa sinais de um sistema imunológico mais eficiente, com melhor capacidade de resposta e mais estabilidade mesmo com o passar dos anos, o que ajuda a manter o corpo funcionando por mais tempo.

3) Envelhecimento com mais preservação física e mental

Além de viver mais, muitos idosos que passam dos 100 anos também envelhecem melhor, mantendo rotina, autonomia e um nível de clareza mental que chama atenção. Isso não significa ausência total de problemas, mas indica que o envelhecimento pode acontecer de forma menos agressiva quando o corpo preserva funções por mais tempo.

Em vez de apenas “somar anos”, essas pessoas conseguem manter qualidade de vida, o que reforça a ideia de que longevidade está ligada também à forma como o organismo envelhece, e não só ao número de aniversários.

No fim, a ciência deixa uma mensagem clara. Chegar aos 100 anos pode envolver genética, sim, mas também passa por resistência do corpo, proteção natural e envelhecimento com menos desgaste, formando uma combinação que faz algumas pessoas viverem muito além da média.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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