Pão congelado e depois aquecido pode deixar o alimento até 10 vezes mais saudável
Hábito simples na cozinha pode mudar a forma como o organismo reage ao pão do dia a dia

Congelar o pão e só depois aquecer cada fatia antes de comer parece apenas um hábito para evitar desperdício, mas a prática vem ganhando fama por outro motivo: a promessa de deixar o alimento “muito mais saudável”.
A explicação está em uma mudança que ocorre no amido durante o processo de resfriamento e reaquecimento, transformando parte dele em uma estrutura mais difícil de ser digerida rapidamente.
O que acontece é que, ao passar pelo congelamento e, depois, pelo aquecimento, parte do amido do pão pode se reorganizar e formar o chamado amido resistente.
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Esse tipo de carboidrato se comporta de forma parecida com uma fibra: ele não é absorvido tão rápido no intestino delgado, o que tende a diminuir a velocidade com que a glicose sobe no sangue após a refeição.
Na prática, isso pode ajudar a reduzir aqueles picos de açúcar, principalmente quando o pão é consumido sozinho e em grande quantidade.
Além do impacto na glicose, há outro ponto que chama atenção: o amido resistente pode servir de “alimento” para bactérias benéficas da microbiota intestinal.
Quando chega ao intestino grosso, esse amido pode ser fermentado, contribuindo para o equilíbrio intestinal e, em alguns casos, para uma sensação menor de estufamento e desconforto, dependendo do organismo e do padrão alimentar de cada pessoa.
Apesar do entusiasmo, o termo “até 10 vezes mais saudável” precisa ser visto com cautela. Esse tipo de expressão costuma resumir um efeito real, mas não significa que o pão vira um alimento totalmente diferente, nem que o benefício é igual para todo mundo.
O resultado pode variar conforme o tipo de pão, a quantidade consumida e o que acompanha a refeição. Um pão ultraprocessado, por exemplo, pode não trazer o mesmo ganho nutricional que um pão de fermentação natural ou um integral, mesmo com o mesmo método de preparo.
Ainda assim, para quem consome pão com frequência, a técnica pode ser uma estratégia simples. Congelar as fatias separadas ajuda a pegar apenas o que será usado, e o aquecimento pode ser feito na torradeira, na frigideira ou no forno, até atingir a textura desejada.
O mais importante é lembrar que o “mais saudável” não vem só do truque, mas do contexto: equilíbrio da dieta, qualidade do pão escolhido e porções adequadas continuam sendo o que mais pesa no resultado final.
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