Ex-síndico do Torres do Mirante ainda tenta voltar ao cargo após destituição e nova eleição
Duas semanas depois de assumir o posto, nova gestão continua sem acesso às contas bancárias do residencial

Mais de duas semanas após ser destituído como síndico do Condomínio Torres do Mirante, na Vila Jaiara, em Anápolis, moradores denunciam que Randerson Aguiar continua tentando impedir a continuidade da gestão do residencial.
Uma nova assembleia, realizada na última segunda-feira (16), tratou da reeleição condominial. Itamar Villa Real, novo síndico eleito, contou ao Portal 6 que o clima foi amistoso.
“Foi muito tranquilo. As pessoas colaboraram e questionaram bastante a respeito dos processos judiciais. Mais de 70 assinaram a ata, mas havia mais de 100 pessoas presentes”, explicou.
E recordou: “aquele clima hostil [de antes] não aconteceu, não foi necessário presença de nenhum segurança. Não houve questionamento quanto à minha figura como síndico. Isso é reconhecido pelos condôminos e pela Justiça, embora o processo não tenha transitado em julgado”.
Itamar conta que já advogou para mais de 20 condomínios na cidade, mas que a situação observada no Torres do Mirante, para ele, é inédita. “Nunca vi alguém se apegar tanto ao cargo e utilizar de todos os meios possíveis para permanecer, inclusive com um salário de R$ 1.700”, afirmou.
O advogado explica que, além dos recursos julgados no início do mês e da nova assembleia realizada esta semana, a ocupação do cargo também tem respaldo na legislação.
Ele cita o Artigo 1.324 do Código Civil, que institui que “o condômino que administrar sem oposição dos outros presume-se representante comum”.
Apesar disso, as ações de Randerson continuariam impedindo a nova gestão. O novo síndico detalhou que, mesmo duas semanas depois de assumir o posto, ainda não tem acesso às contas bancárias do condomínio – o que impede o pagamento de contas importantes.
Nesta quinta-feira (19), Randerson protocolou uma tutela de urgência na 3ª Vara Cível de Comarca de Anápolis alegando que a chapa que assumiu “usurpou a função”, tentando desqualificar os seus membros.
No documento, a defesa escreve que “não houve sucessão legal, houve invasão afrontosa” e que “todos os seus atos subsequentes (como o Edital e a Assembleia de 16/02/2026 [que definiram a reeleição]) nascem mortos, não produzindo quaisquer efeitos no mundo jurídico”.
O pedido argumenta que os participantes da chapa eleitoral estavam inadimplentes por conta de multas não pagas – que os moradores alegam ter sido uma das “manobras” feitas por Randerson para manter o cargo.
Por fim, a tutela solicita que o ex-síndico, que detém os acessos bancários, seja autorizado judicialmente para realizar os pagamentos dos serviços essenciais pendentes, ou, “alternativamente, sua nomeação como Síndico Provisório” até que uma nova diretoria seja reeleita em 26 de fevereiro.
Procurado pelo Portal 6, Randerson Aguiar ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto.
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