Justiça aceita denúncia contra síndico que matou corretora Caldas Novas

Homem também teve prisão convertida para preventiva e responderá por homicídio triplamente qualificado

Pedro Pedro Ribeiro -
Justiça aceita denúncia contra síndico que matou corretora Caldas Novas
(Foto: Reprodução)

A Justiça de Goiás aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPGO) e tornou réu o síndico Cleber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas.

Além de receber a denúncia, a juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal da cidade, determinou a conversão da prisão temporária em preventiva, o que mantém o investigado detido por tempo indeterminado.

Com a decisão, Cleber passa a responder por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel e emboscada.

O processo também deixou de tramitar sob sigilo. De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a retirada da restrição ocorre após a conclusão do inquérito policial e o início da ação penal.

Na decisão, a magistrada afirmou que as provas reunidas no processo e os elementos apresentados na denúncia são “claros e coerentes”, apontando ainda que os indícios indicam que o acusado teria agido com brutalidade.

Em tempo

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro, após descer ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma interrupção de energia no apartamento.

Ela foi vista pela última vez dentro do elevador, seguindo em direção ao estacionamento.

O corpo da corretora foi encontrado apenas no dia 28 de janeiro, às margens de uma estrada em Caldas Novas.

A localização ocorreu depois que o próprio síndico confessou o crime e indicou aos policiais onde havia deixado o cadáver.

Segundo a Polícia Civil (PC), o assassinato aconteceu no próprio dia do desaparecimento, no subsolo do edifício.

O investigado alegou que houve um desentendimento com a vítima no momento em que ela tentava religar a energia do imóvel, já que os dois teriam um histórico de conflitos.

Inicialmente, ele afirmou que o disparo teria ocorrido de forma acidental durante uma luta corporal.

Entretanto, o laudo cadavérico apontou que as marcas encontradas no crânio da vítima são incompatíveis com essa versão.

Os exames indicaram ainda que Daiane foi atingida por dois disparos na cabeça.

Durante a investigação, a PC chegou a prender o filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, por suspeita de envolvimento no crime.

Posteriormente, no entanto, os investigadores concluíram que ele não participou da ação, e o jovem foi liberado.

A defesa do suspeito principal ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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