O casal que começou a vender pipoca em carrinho de rua e hoje tem um negócio com mais de 40 lojas e faturamento que supera R$ 25 milhões

Com investimento inicial de R$ 3 mil, casal criou a Baurucas, que hoje soma 43 lojas e faturou R$ 26 milhões em 2025

Gabriel Dias Gabriel Dias -
O casal que começou a vender pipoca em carrinho de rua e hoje tem um negócio com mais de 40 lojas e faturamento que supera R$ 25 milhões
(Foto: Reprodução)

Em busca de uma alternativa de renda com baixo investimento inicial, Mauricio Matheus e Andressa Martins decidiram apostar em um produto simples, mas com potencial de diferenciação: a pipoca.

A ideia deu origem à Baurucas, marca que começou com um carrinho de rua no Rio de Janeiro e hoje reúne dezenas de unidades pelo país.

O projeto teve início em 2018, quando o casal decidiu empreender após Mauricio deixar o emprego em um escritório de contabilidade. Com parte da rescisão trabalhista, eles investiram cerca de R$ 3 mil para colocar o negócio nas ruas.

Antes de iniciar as vendas, os dois dedicaram cerca de oito meses à preparação do projeto. Nesse período, fizeram testes de receitas, desenvolveram a identidade da marca e estudaram o modelo de negócio. Um curso online, que custou cerca de R$ 60, ajudou na fase inicial de planejamento.

O primeiro dia de vendas, porém, foi difícil. As vendas praticamente não aconteceram. Persistindo na ideia, o casal decidiu buscar um ponto mais estratégico e, quatro meses depois, conseguiu instalar o carrinho na rodoviária do bairro, onde passaram a faturar cerca de R$ 200 por dia.

Desde o início, a proposta era oferecer um produto com características diferenciadas. A pipoca era preparada com milho do tipo mushroom, que estoura em formato redondo, e utilizava ingredientes considerados premium, além de uma apresentação padronizada e identidade visual própria.

Mesmo assim, convencer o público nas ruas não foi simples. Muitos consumidores viam apenas uma pipoca comum e resistiam a pagar R$ 7, valor mínimo cobrado na época.

A virada aconteceu em 2019, quando a Baurucas abriu a primeira loja em um shopping center do Rio de Janeiro. Para viabilizar o projeto, o casal investiu cerca de R$ 30 mil, obtidos por meio de empréstimos. O resultado apareceu rapidamente: o faturamento mensal saltou de R$ 4,5 mil para R$ 35 mil.

Casal que começou a vender pipoca em carrinho de rua e hoje tem um negócio com mais de 40 lojas

(Foto: Reprodução/Franquia Baurucas)

Durante a pandemia, a empresa precisou deixar o shopping e passou a operar com delivery. Nesse período, o casal adaptou uma cozinha na casa dos pais de Mauricio e ampliou o cardápio, criando novos sabores como avelã, churros e leite em pó.

Com a retomada das atividades presenciais, a marca voltou aos shoppings e passou por um reposicionamento. A empresa deixou de se apresentar como pipoca gourmet e passou a focar em um modelo de consumo maior, com porções que chegam a cerca de 180 gramas por pessoa.

A expansão ganhou força com o modelo de franquias, iniciado em 2022. Atualmente, a empresa possui uma fábrica própria de cerca de 400 m², responsável pela produção de aproximadamente 10 toneladas mensais de pipoca e com capacidade para atender até 120 lojas.

Hoje, a rede conta com 54 unidades comercializadas, sendo 43 em funcionamento. Em 2025, o faturamento chegou a R$ 26 milhões.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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