Delegada Aline Lopes alerta sobre trend “Caso ela diga não” que simula violência contra mulheres nas redes sociais

Nos vídeos, jovens e adolescentes simulam o que fariam caso uma garota recusasse um pedido de namoro, incluindo socos e chutes

Ícaro Gonçalves -
delegada aline lopes
Para delegada, vídeos incitam a violência entre jovens e adolescentes contra as mulheres (Imagens: Captura de tela/ Instagram e Captura de tela/ CNN)

A delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, Aline Lopes, usou as redes sociais para alertar sobre os riscos da recente trend “Caso ela diga não”, que tem circulado pelas nas redes sociais.

A trend, ou seja, uma série de vídeos com o mesmo tema que é replicado por diversas pessoas, viralizou nas últimas semanas em redes como o Tiktok e o Instagram.

Nela, jovens e adolescentes do sexo masculino ‘brincam’ sobre o que fariam caso uma garota recusasse um pedido de namoro, simulando socos, chutes e até facadas como resposta.

No vídeo publicado, a delegada comenta sobre como os vídeos promovem e normalizam a misoginia entre os jovens.

“Isso não parece brincadeira, e não é. É pura apologia ao crime. Esse tipo de conteúdo não só incentiva a prática de crime como também desumaniza adolescente e crianças que os assistem, a ponto de acharem normal reproduzir vídeos que simulam agressões a mulheres”, diz Aline.

A delegada também relembrou o caso recente envolvendo Alana Anísio Rosa, jovem carioca de 20 anos que foi atacada com mais de 15 facadas por recusar um pedido de namoro. O crime ocorreu dentro da própria cada dela, invadida pelo suspeito.

“Converse com seu filho. Pergunte a ele se já ouviu falar dessa trend. Essa é uma ótima oportunidade de conversar com ele sobre esse tipo de conteúdo que incita o ódio contra as mulheres e a violência. Precisamos aproveitar essas oportunidades para corrigir nossos filhos”, finalizou a delegada.

Operação identifica perfis que reproduziram vídeos

Na última quarta-feira (11), a Polícia Federal (PF) informou ter identificado 15 perfis que publicaram os primeiros vídeos da trend “Caso ela diga não”.

O inquérito é movido pela Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos. De acordo com a PF, os perfis são de 2024 e 2025 e a maioria do conteúdo que viralizou foi publicada no ano passado.

No começo de março, mês que celebra o Dia Internacional da Mulher, os vídeos voltaram a tona, dando início à serie de republicação da trend.

Os próximos passos da operação ainda estão em andamento, e devem seguir para a identificação dos responsáveis pelos perfis.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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