Polícia Civil investiga moradora por suspeita de jogar óleo quente em cão comunitário em Goiânia: “carne viva”

Cachorro ainda apresenta episódios de febre, o que indica o risco de uma infecção generalizada e caso pode evoluir para óbito

Davi Galvão Davi Galvão -
Cão comunitário sofreu queimaduras em quase 50% do corpo. (Foto: TV Anhanguera)
Cão comunitário sofreu queimaduras em quase 50% do corpo. (Foto: TV Anhanguera)

A Polícia Civil de Goiás investiga um caso de maus-tratos que deixou um cão comunitário com quase 50% do corpo queimado no Setor Castelo Branco, em Goiânia.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que uma moradora despeja um líquido sobre o animal, conhecido como Johnny, enquanto ele descansava em uma calçada.

A perícia técnica, realizada no domingo (15), confirmou que as lesões são queimaduras térmicas de terceiro grau. O ataque ocorreu no dia 05 do mesmo mês, mas as imagens só foram divulgadas esta semana.

O estado de saúde do animal

O animal sofreu ferimentos graves que deixaram o tecido em carne viva. Embora Johnny já tenha iniciado o tratamento medicamentoso e apresente sinais de melhora nas feridas externas, o quadro ainda exige vigilância rigorosa.

O cão ainda apresenta episódios de febre, o que indica o risco de uma infecção generalizada. Se uma bactéria atingir a corrente sanguínea ou órgãos vitais, o quadro pode evoluir para óbito.

Relatos da vizinhança e defesa

Testemunhas afirmaram ter ouvido os ganidos de dor do cachorro no dia do incidente, seguidos pelo desespero do animal ao fugir do local.

No entanto, a gravidade da situação só ficou evidente dias depois, quando as marcas das queimaduras tornaram-se visíveis no couro.

Em entrevista à TV Anhanguera, a suspeita, Cassilda Ferreira de Almeida, negou a prática de crime.

Segundo a moradora, ela realizava a limpeza da calçada e utilizou apenas uma mistura contendo água sanitária, atingindo o cão acidentalmente.

Investigação e perícia

A denúncia chegou formalmente às autoridades na quinta-feira (12). Com o laudo pericial em mãos, a polícia agora trabalha para fechar o inquérito e ouvir os envolvidos. A delegada responsável pelo caso detalhou a gravidade da violência sofrida pelo animal:

“Ele teve ali quase 50% do corpo queimado e queimaduras de terceiro grau. Um intenso sofrimento que justifica aquele choro dele”, afirmou a investigadora.

Com a materialidade do crime comprovada pelo exame técnico, os próximos passos incluem os depoimentos formais das testemunhas e da investigada para concluir o processo de responsabilização criminal.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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