Mega empresário de Anápolis foi um dos alvos de operação do MPGO contra corrupção na Agehab

André Luiz Hajjar, mais conhecido como Dedé Hajjar, 53 anos, recebeu os agentes em condomínio de luxo, onde mora

Davi Galvão Davi Galvão -
André Luiz Hajjar foi um dos alvos da mega operação do MPGO. (Foto: Divulgação)
André Luiz Hajjar foi um dos alvos da mega operação do MPGO. (Foto: Divulgação)

O mega empresário André Luiz Hajjar, de 53 anos, foi alvo de uma operação do Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrada na manhã desta quarta-feira (18).

Conhecido como “Dedé Hajjar”, o investigado recebeu as equipes do Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (GAEPP) em sua residência, localizada em um condomínio de luxo em Anápolis. O empresário é sócio-administrador da Excel Construtora, uma das principais construtoras de casas para a Agência Goiana de Habitação (Agehab) em todo o estado de Goiás

A ação, denominada Operação Confrades, apura um suposto esquema de desvio de verbas públicas em contratações de construtoras pela Agehab, utilizando recursos do Fundo Protege Goiás.

Operação Confrades

Ao todo, o MPGO cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Goiânia e Anápolis, incluindo vistorias na sede da agência e em endereços ligados a empresários e a uma construtora beneficiada.

Por determinação da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, dois integrantes da cúpula gestora da Agehab foram afastados temporariamente de seus cargos. Eles são apontados como os responsáveis por viabilizar a entrada das empresas nos projetos da autarquia.

As investigações indicam irregularidades na seleção de projetos de engenharia e na execução de contratos para a construção de unidades habitacionais do programa “Pra Ter Onde Morar”.

O Ministério Público ressalta que o foco da apuração não são as diretrizes ou os objetivos do programa habitacional em si, mas sim a conduta de agentes públicos que teriam manipulado os processos de contratação.

Fraudes e favorecimento

O GAEPP identificou indícios de reajustes contratuais ilícitos e a flexibilização de normas previstas em editais para favorecer interesses privados. Segundo a promotoria, o grupo também promovia pagamentos indevidos e exercia interferência direta em setores técnicos da Agehab para beneficiar empresários e construtoras específicas.

A operação busca agora consolidar as provas sobre a extensão dos danos ao patrimônio público e o nível de envolvimento de cada um dos alvos nas irregularidades apontadas pela investigação.

Nota da Agehab

“A Agência Goiana de Habitação (Agehab) informa que foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual, sob pedido do MPGO. A operação não tem relação com a alta gestão da Agência nem prejudica os programas da empresa, conforme esclareceu o próprio MP em nota.

A Agehab colabora, prestando todas as informações à Justiça, e todos os autos e processos eletrônicos relacionados foram devidamente acessados e registrados. Os servidores envolvidos foram demitidos. A Agehab busca colaborar e esclarecer para toda sociedade.”

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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