Com menos de 5 mil habitantes, cidade goiana supera capitais e tem a segunda maior renda do Brasil
Dado vem de estudo da FGV, com resultado influenciado por concentração de renda em pequena parcela da população
Com 4.325 moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Aporé, no Sudoeste de Goiás, apareceu em 2025 como a segunda cidade mais rica do Brasil em renda média por habitante.
O destaque veio de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), baseado em dados do Imposto de Renda Pessoa Física de 2020, que apontou renda média mensal de R$ 8.109 por morador.
O número chama atenção porque coloca o município goiano à frente de grandes centros urbanos, embora a explicação esteja longe de indicar riqueza distribuída entre toda a população.
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Em reportagem publicada no ano passado, o Jornal Opção mostrou que apenas 12,26% dos moradores fazem parte do grupo de declarantes do Imposto de Renda em Aporé. Entre eles, a renda média mensal chega a R$ 66.125, valor suficiente para elevar de forma expressiva a média geral do município.
Na prática, o ranking reflete a força de um grupo pequeno com renda muito alta, e não um padrão uniforme de vida entre os moradores.
Conforme apuração feita pelo Jornal Opção in loco, a renda média do trabalhador formal varia entre R$ 2 mil e R$ 2,7 mil por mês. No comércio local, a maior parte dos salários fica entre um salário mínimo e R$ 2 mil.

Rio Aporé, que passa pela cidade, é uma excelente opção para prática de esportes. (Foto: Ricardo Aranha)
Circulação do dinheiro em Aporé
A estrutura econômica do município ajuda a explicar por que tanto dinheiro circula em uma cidade de pequeno porte.
A atividade local é fortemente ligada à agricultura e à pecuária leiteira, com produção de soja, milho e arroz, além da presença de frigoríficos e indústrias de cerâmica.
Nos últimos anos, Aporé também ganhou novo impulso com a Nardini Agroindustrial, inaugurada em 2023 com investimento de R$ 800 milhões e geração aproximada de mil empregos, além da presença de cinco hidrelétricas no entorno.

Nardini Agroindustrial impulsa economia de Aporé. (Foto: Divulgação)
Outro indicador evidencia a diferença entre riqueza concentrada e renda cotidiana. O município tem Produto Interno Bruto de R$ 395,7 milhões e PIB per capita de R$ 92,8 mil, mas isso não se traduz automaticamente em salários elevados para a maioria dos moradores.
Por isso, embora concentre pessoas muito ricas, Aporé não pode ser considerada uma cidade rica em sentido amplo, justamente por causa da desigualdade interna.
Os números mais recentes, por outro lado, apontam uma economia em expansão. Entre janeiro e maio de 2025, o município abriu 14 novas empresas e acumulou saldo positivo de 365 vagas formais, depois de encerrar 2024 com saldo de 243 empregos.
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