Irmã relembra dor e cobra justiça durante júri de empresária assassinada pelo ex em Anápolis

Família acompanha julgamento dois anos após o crime e espera condenação que traga ao menos algum conforto

Davi Galvão Davi Galvão -
Irmã relembra dor e cobra justiça durante júri de empresária assassinada pelo ex em Anápolis
Meiriele Pires da Silva, irmã de Regiane. (Imagem: Captura de tela/Portal 6)

O julgamento do fazendeiro Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a ex-companheira Regiane Pires da Silva, de 39 anos, começou nesta quarta-feira (25), em Anápolis, sob forte carga emocional da família da vítima. Dois anos após o crime, parentes acompanham o júri com expectativa por uma condenação.

Irmã de Regiane, Meiriele Pires da Silva afirmou ao Portal 6 que a família vive um misto de ansiedade e desgaste desde o assassinato, enquanto aguardava a realização do julgamento.

“Já são dois anos que nós estamos lutando para que isso aconteça. Esperamos uma condenação justa e firme”, disse.

Apesar da expectativa, ela reconhece que nenhuma decisão judicial será capaz de reparar a perda, mas acredita que o julgamento pode trazer algum alívio.

“A gente sabe que nenhuma condenação vai trazer a minha irmã de volta, mas queremos que traga pelo menos um mínimo de conforto para nós e que possamos seguir em frente”, afirmou.

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Edney Pereira dos Santos é julgado por tirar a vida de Regiane Pires da Silva. (Foto: Reprodução)

Meiriele também relembrou a relação próxima que mantinha com a irmã, descrevendo Regiane como uma figura central na família.

“Era uma irmã muito companheira, muito parceira, uma mãe dedicada. Era quem reunia a família. Nós perdemos isso”, contou.

Segundo ela, a ausência de Regiane mudou completamente a dinâmica familiar, inclusive em datas comemorativas, que deixaram de ter o mesmo significado após o crime.

Regiane deixou dois filhos, Enzo e Eloá. O mais velho, hoje com 15 anos, acompanha o caso e pede justiça pela morte da mãe.

“O Enzo pede justiça, quer que o pai seja condenado por tudo que fez. Ele viveu tudo aquilo”, relatou.

Já a filha mais nova ainda tenta compreender a dimensão da perda, mas, segundo a família, a ausência da mãe será sentida ao longo de toda a vida.

O crime ocorreu em 28 de março de 2024, quando Edney invadiu o escritório da empresária, no Jundiaí, e atirou contra ela. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele entra armado, discute com a vítima e dispara sem dar chance de defesa.

Após o crime, o suspeito fugiu para Araguaçu (TO), onde acabou preso. O casal estava separado havia mais de um ano, e Regiane possuía medida protetiva contra o ex-companheiro após episódios anteriores de violência.

O julgamento deve definir a responsabilização do acusado, enquanto a família aguarda por uma resposta da Justiça que, embora não apague a dor, represente algum tipo de reparação.

 

 

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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