OAB Goiás suspende advogada que atuava em esquema de agiotagem com marido PM em Luziânia
Vídeos de agressões e intimidação contra vítimas deram repercussão nacional ao caso

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) suspendeu preventivamente o exercício profissional da advogada Tatiane Meireles, investigada por envolvimento em um esquema de agiotagem com uso de violência em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.
A decisão foi publicada na última quinta-feira (27) pela OAB-GO, após deliberação do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), e ocorre em meio à forte repercussão do caso, que ganhou destaque nacional com a divulgação de vídeos mostrando agressões, ameaças e intimidações contra vítimas.
De acordo com as investigações da Polícia Civil (PC), a advogada atuaria ao lado do marido, um sargento da Polícia Militar (PM), em um grupo suspeito de oferecer empréstimos com juros abusivos e realizar cobranças por meio de violência física, psicológica e até sequestro.
Imagens obtidas durante a operação mostram vítimas sendo agredidas, ameaçadas com armas e submetidas a situações de humilhação.
Em um dos vídeos, uma mulher é agredida enquanto implora para não ter o celular levado. Em outros registros, pessoas aparecem ajoelhadas, sob ameaças e agressões.
A própria advogada também aparece em gravações reunidas pelos investigadores, inclusive participando de cobranças e em um momento simbólico em que o grupo realiza uma espécie de “oração” sobre dinheiro obtido nas cobranças.
Tatiane Meireles chegou a ser presa no fim do ano passado, durante a operação que desarticulou o grupo, apontado como uma organização criminosa estruturada, com atuação violenta e sistemática.
Segundo a OAB-GO, a suspensão tem caráter cautelar e não representa uma decisão definitiva sobre o caso, sendo aplicada diante da gravidade das condutas investigadas e do impacto negativo à imagem da advocacia.
Além dela, outro advogado também teve o exercício profissional suspenso na mesma sessão, desta vez por suspeita de participação em um esquema de falsificação de documentos para ajuizamento de ações trabalhistas.
A entidade destacou que, nos dois casos, a medida foi adotada com base em indícios considerados robustos e na repercussão dos fatos, visando preservar a dignidade da profissão enquanto os processos seguem em andamento.
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