OAB Goiás suspende advogada que atuava em esquema de agiotagem com marido PM em Luziânia

Vídeos de agressões e intimidação contra vítimas deram repercussão nacional ao caso

Pedro Pedro Ribeiro -
OAB Goiás suspende advogada que atuava em esquema de agiotagem com marido PM em Luziânia
(Foto: Reprodução)

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) suspendeu preventivamente o exercício profissional da advogada Tatiane Meireles, investigada por envolvimento em um esquema de agiotagem com uso de violência em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.

A decisão foi publicada na última quinta-feira (27) pela OAB-GO, após deliberação do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), e ocorre em meio à forte repercussão do caso, que ganhou destaque nacional com a divulgação de vídeos mostrando agressões, ameaças e intimidações contra vítimas.

De acordo com as investigações da Polícia Civil (PC), a advogada atuaria ao lado do marido, um sargento da Polícia Militar (PM), em um grupo suspeito de oferecer empréstimos com juros abusivos e realizar cobranças por meio de violência física, psicológica e até sequestro.

Imagens obtidas durante a operação mostram vítimas sendo agredidas, ameaçadas com armas e submetidas a situações de humilhação.

Em um dos vídeos, uma mulher é agredida enquanto implora para não ter o celular levado. Em outros registros, pessoas aparecem ajoelhadas, sob ameaças e agressões.

A própria advogada também aparece em gravações reunidas pelos investigadores, inclusive participando de cobranças e em um momento simbólico em que o grupo realiza uma espécie de “oração” sobre dinheiro obtido nas cobranças.

Tatiane Meireles chegou a ser presa no fim do ano passado, durante a operação que desarticulou o grupo, apontado como uma organização criminosa estruturada, com atuação violenta e sistemática.

Segundo a OAB-GO, a suspensão tem caráter cautelar e não representa uma decisão definitiva sobre o caso, sendo aplicada diante da gravidade das condutas investigadas e do impacto negativo à imagem da advocacia.

Além dela, outro advogado também teve o exercício profissional suspenso na mesma sessão, desta vez por suspeita de participação em um esquema de falsificação de documentos para ajuizamento de ações trabalhistas.

A entidade destacou que, nos dois casos, a medida foi adotada com base em indícios considerados robustos e na repercussão dos fatos, visando preservar a dignidade da profissão enquanto os processos seguem em andamento.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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