Com produção em Anápolis de escopolamina, Brasil passa a mirar exportação de medicamentos

Operações feitas na Brainfarma devem gerar mais de 500 empregos e fortalecer a indústria nacional

Natália Sezil -
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Fachada da Brainfarma, no Daia. (Foto: Divulgação)

A produção de escopolamina em Anápolis fortalece a indústria nacional e possibilita que o Brasil se torne um exportador de medicamentos. O insumo farmacêutico ativo (IFA), utilizado no Buscopan, passa a ser feito pela Brainfarma.

Hoje, o Brasil precisa comprar o remédio em outros países. Por isso, acaba dependendo de fatores externos: se uma guerra começa, por exemplo, o fornecimento do produto deixa de ser garantido.

A proposta do Governo Federal, ao inaugurar a produção no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), é fazer com que o país se torne independente nesse cenário, fortalecendo a soberania nacional.

A cadeia produtiva passa a ser feita 100% em território nacional, desde o cultivo agrícola até a síntese farmacêutica. O Brasil se destaca em contexto internacional: será o primeiro na América Latina a produzir a escopolamina.

O investimento anunciado foi de R$ 450 milhões, dando o pontapé no Projeto IFA Brasileiro, lançado durante visita do presidente Lula (PT) a Anápolis na última quinta-feira (26).

A proposta a médio prazo é de que a Brainfarma seja a maior produtora mundial do Butilbrometo de Escopolamina, com capacidade produtiva de 150 milhões de medicamentos.

A longo prazo, o Brasil quer exportar o insumo para a Europa, México, Oriente Médio e Ásia. Para o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), a iniciativa significa que “fortalecemos o Sistema Único de Saúde, reduzimos a dependência externa e transformamos o nosso país de importador para exportador deste insumo de alto valor agregado”.

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Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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