“Levantou meu vestido”: Ministério da Previdência investiga médico do INSS por assédio em Goiânia
Segundo o órgão, todas os casos suspeitos envolvendo servidores são encaminhadas à Corregedoria para investigação

O Ministério da Previdência Social (MPS) confirmou que a conduta do médico do INSS acusado de assediar sexualmente uma segurada durante atendimento em Goiânia será alvo de apuração interna.
O caso, que veio à tona na última quinta-feira (09), envolve a auxiliar administrativa Michelle Rodrigues Barbosa, que relatou ter tido o vestido levantado pelo profissional sem qualquer consentimento ou necessidade clínica.
Em resposta enviada ao Portal 6, o MPS informou que todas as denúncias envolvendo servidores são encaminhadas à Corregedoria do órgão para a devida investigação.
A pasta também afirmou que implantou, em 2025, um novo plano de prevenção e enfrentamento a casos de assédio e discriminação, instituído pela Portaria MPS nº 944, em abril de 2025.
A norma estabelece protocolos para lidar com relatos de assédio das unidades de atendimento. Segundo o documento, caso a violência seja comprovada pela Corregedoria do órgão público, a penalidade poderá incluir a demissão do profissional denunciado.
Até o momento, a defesa do médico não se manifestou publicamente sobre o teor das acusações.
Entenda o caso
Michelle compareceu a uma agência do INSS na capital para uma perícia de rotina devido a hérnias cervical e lombar. Segundo a vítima, o atendimento foi marcado por rispidez e perguntas desconexas antes da suposta agressão.
“Ele levantou rápido da cadeira… e logo vi que ele estava atrás de mim. De uma vez, ele levantou o meu vestido, olhou meu bumbum. Fiquei em choque”, relatou Michelle em entrevista ao Mais Goiás.
Após o ocorrido, a Polícia Militar (PM) foi acionada e as partes foram levadas a uma delegacia de Polícia Civil. À autoridade policial, o médico negou as acusações.
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