Criança de 10 anos fica em estado gravíssimo após picada de cascavel em Anápolis

Menina precisou ser levada para o HDT, em Goiânia, após agravamento do estado de saúde

Ícaro Gonçalves -
ataque de cascavel
Acidente ocorreu no domingo de Páscoa. (Fotos: Arquivo pessoal cedido ao Portal 6)

“Graças a Deus, de ontem pra hoje ela melhorou bastante”, disse aliviada a mãe da menina Heloísa, de 10 anos, internada há mais de uma semana após ter sido picada por uma cascavel na região do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

Em entrevista ao Portal 6 nesta segunda-feira (13), Allana Mariano Capucio, mãe de Heloísa, informou que a filha continua sob cuidados em uma UTI do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia.

Segundo a mãe, apesar dos desafios enfrentados, ela vem apresentando melhora desde segunda-feira (11), já com sinais de recuperação.

“Hoje já tiravam vários medicamentos, ontem também tiraram a sonda e o oxigênio”, disse a mãe. Ainda não há expectativa de alta, mas segundo informação da equipe médica, Heloísa pode sair da UTI nos próximos dois dias.

Entenda o acidente

O acidente ocorreu na noite de 05 de abril, no domingo de Páscoa.

Conforme relatado pela mãe da menina, a família vive na zona rural de Anápolis, próximo ao posto Presidente, na entrada da cidade. Eles voltavam para casa no começo da noite daquele domingo.

Quando entraram na residência, passando pela área de estar na parte externa, a menina foi picada pela cobra que estava escondida debaixo de uma mesa de madeira.

“Eu passei, minha outra filha passou, aí quando ela foi passando, aí ela foi picada”, relatou a mãe à reportagem.

Logo após o ataque, os familiares agiram rapidamente e conseguiram matar o animal. Em seguida, levaram a criança às pressas para atendimento médico.

“Levamos ela para o Hospital Alfredo Abraão. Chegamos lá em questão de 30 ou 40 minutos. Eles analisaram a cobra e falaram que era jararaca. Aí ela tomou o soro da jararaca. Só que aí, durante a noite, ela foi piorando, piorando, e o xixi dela começou a ficar daquela cor de refrigerante de cola.

A demora para a recuperação causou preocupação por parte da família. Além disso, a cor escurecida da urina é sintoma característico de picadas de cascavéis, devido à peçonha que destrói as fibras musculares do corpo.

“Eu perguntei: ‘tem certeza que é jararaca?’, porque ela tomou o soro muito rápido, não era estar com esses sintomas todos. Aí eu falei: ‘se vocês quiserem, eu trago a cobra, porque a cobra ainda está lá em casa’. Aí meu irmão foi e levou a cobra de novo para o hospital. Foi quando o médico que estava lá identificou que não era jararaca, era cascavel”, disse à reportagem.

A menina foi transferida para o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia, onde foi internada em uma UTI. No hospital, ela recebeu a administração do soro correto, momento em que o estado de saúde Heloísa começou a se estabilizar.

Segundo a mãe, o atendimento especializado foi fundamental para conter o agravamento do quadro clínico.

“Ela deu entrada aqui no HDT, aí aplicaram o soro certo de cascavel, e ela está até hoje”, disse.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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