Como mega empreendimento da Emisa ao lado da Igreja São Francisco pode afetar o trânsito no Jundiaí
Incorporadora reforçou que dos 13.350 m² do terreno, 5.880 m² correspondem a área de preservação, onde não haverá nenhuma supressão de vegetação

O anúncio do Assis Business & Mall, novo empreendimento de alto padrão da incorporadora Emisa no bairro Jundiaí, em Anápolis, vem gerando preocupações especialmente no impacto que pode ter no bairro que já enfrenta problemas antigos.
Em entrevista ao Portal 6, o secretário Municipal de Obras e Planejamento Urbano, Thiago de Sá, reforçou que essas preocupações foram abordadas diretamente pela Prefeitura, especialmente no que diz respeito ao trânsito.
“O Jundiaí especialmente nos horários de pico tem um problema crítico de trânsito. Não é a toa que no novo plano de mobilidade urbana do município, o Jundiaí deve ser tratado de forma especial para que busquemos mitigar essa questão”, finalizou.
Para lidar com o gargalo histórico do Jundiaí e como já é costume em empreendimentos do tipo, o projeto foi submetido a um Relatório de Impacto de Trânsito (RIT).
Segundo Thiago, a incorporadora excedeu as exigências legais de estacionamento: enquanto a legislação pedia 302 vagas, o prédio foi projetado com 388 postos, um acréscimo de 28% na capacidade.
Outra medida adotada para evitar retenções na Avenida Pinheiro Chagas foi a criação de bolsões internos de trânsito.
O objetivo é que o embarque, desembarque e a espera pela cancela ocorram dentro da estrutura do imóvel, comportando até 16 veículos simultaneamente sem obstruir a via pública.
Compensação ambiental e preservação
No campo ambiental, a incorporadora iniciou o licenciamento em 2024 e, assim como determina a legislação, afirmou que não haverá intervenção na Área de Preservação Permanente (APP), que ocupa 5.880 m² do terreno total de 13.350 m².
Como medida compensatória pela retirada de árvores existentes no lote, a empresa doou 7.050 mudas nativas ao município, conforme consta em documento enviado à reportagem.
Além disso, a Prefeitura acompanha um procedimento inédito em Anápolis: o transplante de espécimes arbóreas. Em vez da simples supressão, diversas árvores serão realocadas para a área de APP com o intuito de adensar a vegetação nativa.
Thiago de Sá reforça que a proteção se aplica a todas as árvores, independentemente de terem sido plantadas anteriormente. “Cada árvore retirada causa um impacto para a cidade […] A cidade precisa de mais árvores, não de menos. É prerrogativa do privado fazer a solicitação para supressões, mas é prerrogativa da Prefeitura solicitar que as compensações sejam feitas de maneira adequada”, explicou o secretário.
Estrutura e conceito
O Assis Business & Mall contará com uma torre de nove pavimentos e 233 salas, variando entre 32 m² e 98 m². O projeto aposta na estética de integração com o Parque Ipiranga, utilizando fachadas de vidro e varandas em todas as unidades.
No térreo, o público terá acesso a um open mall com 24 operações comerciais. A proposta busca incentivar a “caminhabilidade” no bairro, permitindo que as demandas do cotidiano sejam resolvidas sem a necessidade de deslocamentos por veículos, integrando o novo centro comercial ao fluxo de pedestres da região.
Das cerca de 200 unidades inicialmente ofertadas, restavam apenas 16 disponíveis até o início de abril, com o metro quadrado avaliado em R$ 102 e salas que superam a marca de R$ 1,5 milhão.
A previsão de entrega é para julho de 2029.
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