Atenção, pais: reduzir o tempo de tela das crianças ajuda no desenvolvimento emocional, apontam estudos

Limitar o uso de telas na infância pode favorecer o autocontrole, fortalecer vínculos e melhorar as interações sociais no dia a dia

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Atenção, pais: reduzir o tempo de tela das crianças ajuda no desenvolvimento emocional, apontam estudos
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O avanço dos dispositivos digitais transformou a rotina das famílias e também mudou a forma como as crianças brincam, aprendem e se relacionam.

Celulares, tablets e televisões se tornaram presença constante dentro de casa, mas especialistas vêm alertando para a necessidade de equilíbrio no uso dessas tecnologias desde os primeiros anos de vida.

Estudos apontam que crianças com tempo de tela controlado tendem a apresentar melhor capacidade de autorregulação e mais facilidade para desenvolver habilidades sociais.

Na prática, isso significa que elas conseguem lidar melhor com emoções, frustrações e impulsos, além de construírem relações mais saudáveis com as pessoas ao redor.

Menos telas, mais controle emocional

A autorregulação é uma habilidade importante no desenvolvimento infantil, porque ajuda a criança a organizar comportamentos, administrar sentimentos e reagir de forma mais adequada em diferentes situações.

Quando o contato com dispositivos digitais acontece de forma excessiva, esse processo pode ser prejudicado por conta do excesso de estímulos, da dificuldade de concentração e da busca constante por recompensas imediatas.

Com menos tempo diante das telas, a criança tende a se envolver mais em experiências reais, como brincadeiras, conversas e atividades que exigem paciência, atenção e convivência.

Esse contato mais direto com o mundo fora do ambiente digital contribui para o amadurecimento emocional e para respostas mais equilibradas no cotidiano.

Convivência e brincadeiras fortalecem habilidades sociais

Outro ponto destacado por especialistas é o impacto do tempo reduzido de tela nas relações interpessoais. Crianças que participam mais de atividades presenciais costumam exercitar melhor a comunicação, a empatia e a resolução de conflitos.

Em jogos coletivos, por exemplo, elas aprendem a esperar a vez, ouvir o outro, negociar regras e lidar com pequenas frustrações.

Embora a tecnologia também possa ter função educativa, o uso sem limites pode comprometer parte desse processo. Entre os principais efeitos negativos estão a dificuldade em manter o foco, o isolamento social e o aumento de comportamentos impulsivos.

Por isso, estabelecer regras claras para o uso de dispositivos, incentivar brincadeiras ao ar livre e preservar momentos sem telas, como refeições e o período antes de dormir, pode fazer diferença no desenvolvimento infantil.

Com essa redução, os benefícios aparecem em várias frentes, como melhora do sono, mais criatividade, maior autonomia e relações sociais mais consistentes.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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