Falta de sono profundo pode levar ao acúmulo de toxinas no cérebro, aponta estudo
Falta de sono profundo pode prejudicar a limpeza do cérebro e favorecer o acúmulo de proteínas ligadas ao declínio cognitivo

Dormir não é apenas uma pausa para o corpo — é um processo essencial para a manutenção da saúde do cérebro. Durante a noite, especialmente no sono profundo, o organismo ativa mecanismos importantes de limpeza que ajudam a preservar funções cognitivas ao longo da vida.
Pesquisas recentes indicam que a redução do sono profundo pode estar diretamente ligada ao acúmulo de proteínas consideradas tóxicas, como a beta-amiloide e a tau. Essas substâncias estão associadas ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, incluindo o Alzheimer.
O papel do sono profundo na limpeza cerebral
O sono profundo ocorre nas fases mais intensas do ciclo não REM, quando a atividade cerebral diminui e o corpo entra em um estado de recuperação mais profundo. Nesse momento, o sistema glinfático — responsável pela “faxina” do cérebro — entra em ação.
- Frase do dia de Denzel Washington, ator vencedor do Oscar: “Se você reza para que chova, saiba que vai ter que lidar com a lama também”
- A psicologia afirma que pessoas que guardam papel de presente debaixo da cama para usar de novo têm estas quatro características marcantes
- A psicologia afirma que quem ouve música triste quando está se sentindo mal ou sozinho costuma ter um traço específico de personalidade
Esse sistema utiliza o líquido cefalorraquidiano para eliminar resíduos acumulados ao longo do dia. Com a expansão dos espaços entre os neurônios, a circulação desse líquido se torna mais eficiente, facilitando a remoção de substâncias indesejadas.
Quando o sono é interrompido ou insuficiente, esse processo perde eficiência, favorecendo o acúmulo progressivo dessas proteínas no cérebro.
O que dizem os estudos sobre o impacto do sono
Evidências científicas reforçam essa relação. Em um ensaio clínico publicado na revista Nature Communications, pesquisadores observaram que pessoas que dormiram normalmente apresentaram maior eliminação de beta-amiloide e tau em comparação àquelas privadas de sono.
O estudo, realizado com voluntários, mostrou que o descanso adequado favorece mecanismos fisiológicos que ajudam a manter o equilíbrio cerebral. Por outro lado, noites mal dormidas ou fragmentadas reduzem essa capacidade de limpeza.
Além disso, a privação contínua do sono também pode aumentar a inflamação e o estresse oxidativo, fatores que contribuem para o envelhecimento do cérebro e a perda de memória.
Diante desse cenário, manter uma boa qualidade de sono se torna tão importante quanto a duração das horas dormidas. Criar uma rotina regular, evitar estímulos antes de dormir e respeitar os ciclos naturais do corpo são atitudes que ajudam a preservar o funcionamento cerebral ao longo dos anos.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!







