Conheça o hospital construído pela China em tempo recorde: 1.000 leitos ficaram prontos em apenas 10 dias

Em apenas 10 dias, China construiu hospital com UTIs, pressão negativa e 1.000 leitos para enfrentar avanço do vírus

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Conheça o hospital construído pela China em tempo recorde: 1.000 leitos ficaram prontos em apenas 10 dias
(Foto: Reprodução/Wikimedia)

Com projeto adaptado, obra ininterrupta e módulos pré-fabricados, a China entregou um hospital com 1.000 leitos em apenas 10 dias.

Em meio ao colapso do sistema de saúde de Wuhan no início da pandemia, a China colocou em prática uma das obras emergenciais mais impressionantes dos últimos anos.

Em apenas 10 dias, o país concluiu o Hospital Huoshenshan, unidade criada para ampliar rapidamente a capacidade de atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

A construção começou na noite de 23 de janeiro de 2020, pouco depois do lockdown total imposto à cidade, que tem cerca de 11 milhões de habitantes. Em 2 de fevereiro, a estrutura já estava pronta. No dia seguinte, o hospital recebeu os primeiros pacientes.

Projeto reaproveitado acelerou a obra

Embora o ritmo tenha chamado a atenção em todo o mundo, o Huoshenshan não nasceu exatamente do zero. O projeto foi baseado no Hospital Xiaotangshan, erguido em Pequim durante a epidemia de SARS, em 2003.

A partir desse modelo anterior, engenheiros conseguiram adaptar a planta ao novo terreno em tempo recorde.

A estratégia evitou atrasos comuns em grandes obras e permitiu que várias etapas fossem executadas ao mesmo tempo. Terraplanagem, fundação, redes hidráulicas, sistema elétrico, oxigênio medicinal e tratamento de esgoto avançaram de forma simultânea.

Estrutura modular e operação 24 horas

Outro fator decisivo foi o uso de módulos pré-fabricados de cerca de 10 metros quadrados, que já chegavam parcialmente equipados. Com isso, a montagem ganhou velocidade e reduziu a necessidade de trabalhos mais demorados no local.

Ao todo, cerca de 7 mil operários trabalharam em turnos ininterruptos, com apoio de máquinas pesadas e iluminação industrial durante a madrugada.

O hospital foi entregue com 1.000 leitos, 30 UTIs e quartos com pressão negativa, sistema essencial para conter a disseminação de agentes infecciosos.

O feito ainda levantou discussões internacionais sobre até que ponto modelos assim podem ser replicados em outros países, especialmente em cenários de crise, quando tempo e coordenação se tornam fatores vitais.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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