Nova lei aumenta pensão alimentícia em caso de sobrecarga materna, explica advogada

Projeto aprovado na Câmara reconhece o peso do cuidado diário na criação dos filhos e pode impactar o valor da pensão

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Nova lei aumenta pensão alimentícia em caso de sobrecarga materna, explica advogada
(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A forma como a pensão alimentícia é calculada no Brasil pode passar por uma mudança importante. Um projeto aprovado na Câmara dos Deputados propõe incluir a chamada “sobrecarga materna” como fator relevante na definição dos valores.

A advogada Maria Luiza Marques (@adv.marialuiza), especialista em pensão, guarda e divórcio, explicou nas redes sociais que a proposta representa um avanço ao considerar não apenas os gastos financeiros, mas também o esforço diário de quem cuida dos filhos.

O que muda com o projeto de lei

O Projeto de Lei 2121/2025 traz uma nova abordagem para o cálculo da pensão alimentícia.

Além das despesas básicas da criança, o texto passa a considerar o tempo dedicado aos cuidados, o desgaste físico e emocional e até as renúncias profissionais feitas por quem assume a maior parte da criação.

Ou seja, a proposta amplia o conceito tradicional de pensão, que hoje se baseia principalmente na renda de quem paga e nas necessidades do filho.

Sobrecarga materna entra no cálculo

Na prática, o projeto reconhece uma realidade comum: em muitos casos, a mãe — ou responsável principal — acumula a maior parte das tarefas relacionadas aos filhos.

Isso inclui cuidados diários, acompanhamento escolar, saúde, alimentação e organização da rotina.

Segundo a advogada, esse trabalho invisível raramente entra na conta, mas tem impacto direto na vida profissional e financeira de quem cuida.

Pensão não é só sobre dinheiro

Outro ponto importante da proposta é mudar a forma como a pensão é enxergada.

De acordo com Maria Luiza Marques, a discussão vai além da divisão de despesas. O projeto considera fatores como tempo, desgaste emocional e limitações de carreira enfrentadas por quem assume a maior parte da responsabilidade.

Dessa forma, a ideia é tornar o cálculo mais justo e mais próximo da realidade das famílias brasileiras.

Quem pode ser beneficiado

A mudança pode impactar principalmente mães solo ou responsáveis que concentram os cuidados com os filhos.

Nesses casos, a nova regra pode abrir espaço para revisão do valor da pensão, desde que fique comprovada a sobrecarga e a desigualdade na divisão de responsabilidades.

Projeto ainda não virou lei

Apesar do avanço, o texto ainda precisa passar por outras etapas antes de entrar em vigor.

Por isso, as regras atuais continuam valendo até a conclusão do processo legislativo. Ainda assim, especialistas apontam que o debate já representa um passo importante para o reconhecimento desse tipo de situação.

 

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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