Advogado explica: nova lei lei prevê pensão para sogra e para o sogro
Proposta em discussão no Congresso pode obrigar ex-cônjuges a ajudar financeiramente familiares do ex após o divórcio

Uma proposta de reforma do Código Civil tem chamado atenção e gerado debate nas redes sociais e no meio jurídico. Isso porque o texto prevê a possibilidade de ex-cônjuges terem que pagar pensão alimentícia não apenas ao ex-parceiro, mas também a familiares dele.
De acordo com o advogado João Estrela (@advogadojoaoestrela), que explicou o tema nas redes sociais, a mudança pode ampliar significativamente o alcance das obrigações financeiras após o fim de um casamento.
Projeto prevê pensão para familiares do ex
A proposta em tramitação no Congresso estabelece que, após o divórcio, uma pessoa pode ser obrigada a ajudar financeiramente parentes do ex-cônjuge.
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No entanto, essa obrigação não será automática. Para que isso aconteça, será necessário comprovar que esses familiares dependiam financeiramente durante o casamento.
Quem pode ter direito à pensão
Segundo o conteúdo divulgado pelo advogado, a lista de possíveis beneficiários inclui:
- Sogra
- Sogro
- Enteados
- Irmãos
- Outros familiares que comprovem dependência financeira
Dessa forma, a proposta amplia o conceito tradicional de pensão alimentícia, que hoje se concentra principalmente em filhos e, em alguns casos, no ex-cônjuge.
Dependência financeira será decisiva
Um dos pontos centrais da proposta é a comprovação da dependência.
Ou seja, o familiar só poderá solicitar pensão se demonstrar que dependia financeiramente da relação durante o casamento.
Além disso, caberá à Justiça analisar cada caso individualmente, levando em consideração fatores como necessidade de quem pede e capacidade de quem paga.
Mudança pode impactar decisões judiciais
Caso seja aprovada, a nova regra pode alterar a forma como o Judiciário interpreta a pensão alimentícia no Brasil.
Isso porque o conceito de obrigação familiar passaria a incluir um grupo maior de pessoas, o que tende a gerar mais disputas e análises detalhadas em processos de divórcio.
Projeto ainda não virou lei
Apesar da repercussão, é importante destacar que a proposta ainda está em discussão no Congresso Nacional.
Por isso, o texto pode sofrer alterações antes de uma eventual aprovação. Até lá, as regras atuais continuam valendo.
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