Fim da escala 6×1: confira as profissões que podem ficar de fora se a proposta for aprovada
Projeto em discussão pode alterar jornadas no Brasil, mas categorias com regimes próprios tendem a não ser afetadas diretamente

A proposta que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um, vem ganhando força no Congresso Nacional. No entanto, nem todos os profissionais devem sentir os efeitos dessa mudança.
Isso porque o texto em análise já indica que algumas categorias podem ficar de fora, principalmente aquelas que seguem regimes específicos ou possuem jornadas diferenciadas.
Profissões que podem não ser impactadas
Em primeiro lugar, especialistas apontam que diversas áreas já operam sob regras próprias. Por isso, essas categorias tendem a manter seus modelos atuais, mesmo com mudanças na legislação.
Entre os principais grupos estão:
- Servidores públicos com jornadas específicas
- Militares
- Profissionais da saúde em regime de plantão
- Aeronautas
- Marítimos
- Trabalhadores embarcados da indústria de petróleo
- Empregados em regime 12×36
- Cargos de confiança e executivos
- Profissionais com autonomia de jornada (remoto ou por produtividade)
Assim, essas funções já contam com escalas diferenciadas, o que reduz o impacto direto da proposta.
Por que essas categorias ficam de fora
De acordo com especialistas, essas profissões possuem características específicas que exigem flexibilidade.
Segundo o advogado Douglas Matos, pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela PUC-RS, um cronograma de implementação pode ajudar na adaptação das mudanças.
Além disso, a advogada Júlia França explica que muitas dessas categorias já seguem normas próprias, o que justifica a possível exclusão.
Negociação coletiva será decisiva
Outro ponto importante envolve os acordos entre empresas e trabalhadores.
Nesse sentido, sindicatos e convenções coletivas devem ter papel fundamental para ajustar as regras caso a proposta avance.
Por isso, mesmo nas categorias impactadas, a aplicação pode variar conforme cada setor.
Mudança ainda depende de aprovação
Apesar da repercussão, a proposta ainda não virou lei.
Ou seja, o fim da escala 6×1 ainda depende de tramitação no Congresso e possível sanção presidencial.
Enquanto isso, as regras atuais continuam valendo para a maioria dos trabalhadores.
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