Fim do desconto no vale-transporte? Nova proposta quer proibir empresa de descontar 6% do salário do trabalhador
Projeto de lei em discussão pode alterar regra histórica e transferir custo total do benefício para as empresas

Uma proposta em análise no Congresso Nacional pode mudar uma regra antiga do mercado de trabalho brasileiro. O Projeto de Lei 4.177/2025 prevê o fim do desconto de até 6% do salário do trabalhador para custear o vale-transporte.
Se aprovado, o texto pode transferir integralmente esse custo para as empresas, impactando diretamente milhões de trabalhadores em todo o país.
Como funciona hoje o vale-transporte
Atualmente, a legislação permite que o empregador desconte até 6% do salário-base do trabalhador para ajudar a custear o benefício.
Esse limite existe justamente para equilibrar o custo entre empresa e funcionário. Caso o valor do transporte ultrapasse esse percentual, a empresa precisa arcar com a diferença.
Ou seja, o trabalhador nunca paga mais do que esse teto, enquanto o empregador cobre o restante.
O que muda com a nova proposta
O Projeto de Lei 4.177/2025 propõe eliminar esse desconto.
Na prática, isso significa que o trabalhador deixaria de ter qualquer valor abatido do salário para receber o vale-transporte. Assim, a empresa passaria a assumir 100% do custo do deslocamento.
Além disso, a proposta busca reforçar o caráter social do benefício, já que o transporte é essencial para o acesso ao trabalho.
Por que a mudança está sendo discutida
O principal argumento dos defensores do projeto envolve o impacto no orçamento do trabalhador.
Isso porque, em muitos casos, o desconto de 6% representa uma parcela significativa da renda mensal, principalmente para quem recebe salários mais baixos.
Por outro lado, especialistas apontam que a mudança pode aumentar os custos para empresas, o que pode gerar debates sobre impactos econômicos.
Vale-transporte é obrigatório?
Sim. O vale-transporte é um direito garantido para trabalhadores que utilizam transporte público para ir ao trabalho.
A legislação determina que o benefício deve cobrir o trajeto casa-trabalho-casa, sendo obrigatório para empregados sob regime CLT.
No entanto, o trabalhador pode optar por não receber o benefício, caso não utilize transporte público.
Projeto ainda não está em vigor
Apesar da repercussão, a proposta ainda não virou lei.
O texto segue em tramitação e precisa passar por todas as etapas no Congresso antes de uma eventual sanção presidencial.
Por isso, até o momento, continuam valendo as regras atuais, com desconto limitado a 6% do salário.
O que muda para o trabalhador
Caso a proposta seja aprovada, o impacto será direto no bolso.
O trabalhador passaria a receber o vale-transporte sem qualquer desconto, o que aumentaria o valor líquido do salário mensal.
Além disso, a medida pode beneficiar principalmente quem depende diariamente do transporte público.
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