Mais de 10 novas palavras podem entrar no dicionário brasileiro; veja o que elas significam
Termos populares ganham força e podem ser incluídos no dicionário oficial da língua portuguesa após análise rigorosa da ABL
A língua portuguesa está em constante transformação, mas nem toda palavra nova entra oficialmente no vocabulário. Ainda assim, alguns termos que surgem no cotidiano brasileiro começam a ganhar força e podem dar um passo importante rumo ao reconhecimento formal.
Expressões que já circulam nas redes sociais, em debates e até em textos acadêmicos estão sendo analisadas por especialistas e podem, em breve, fazer parte do Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), mantido pela Academia Brasileira de Letras (ABL).
Como novas palavras entram no vocabulário oficial
Entre os termos em análise estão palavras como “marmitório”, “parditude” e “mi-mi-mi”, que refletem hábitos, discussões sociais e comportamentos contemporâneos. Apesar da popularidade, a inclusão no vocabulário oficial da língua portuguesa depende de critérios rigorosos.
Segundo linguistas da ABL, não basta que a palavra esteja “na moda”. É necessário que ela apareça com frequência em textos escritos, como reportagens, livros e artigos acadêmicos, além de estar presente em diferentes contextos e com significado estável.
Outro ponto importante é a adaptação à norma culta. Termos estrangeiros, por exemplo, só são incorporados quando passam por um processo de “aportuguesamento”, como ocorreu com o verbo “deletar”.
O que é o Volp e por que ele importa
O Volp é o documento responsável por registrar a grafia correta das palavras no português brasileiro. Diferentemente dos dicionários tradicionais, ele não traz definições, mas indica como cada termo deve ser escrito, além de sua classificação gramatical.
A decisão de incluir uma palavra não acontece de forma imediata. Antes disso, os termos passam por uma espécie de “fila de espera”, chamada de Observatório Lexical, onde são analisados quanto à frequência e à estabilidade de uso.
Casos recentes mostram como esse processo funciona. Em 2025, palavras como “pejotização” e “terrir” foram oficialmente incorporadas após atenderem aos critérios exigidos.
No fim das contas, a evolução da língua depende diretamente do uso cotidiano. Como destacam especialistas, quem cria as palavras é o próprio falante — à ABL cabe apenas registrar aquilo que já se consolidou na prática.
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