A ilha mais isolada do mundo fica a 2.400 km da África, tem 240 moradores e só recebe barco 9 vezes por ano

Localizada no meio do Atlântico Sul, essa pequena ilha surpreende pelo isolamento extremo e pela rotina única de seus moradores

Gabriel Dias Gabriel Dias -
A ilha mais isolada do mundo fica a 2.400 km da África, tem 240 moradores e só recebe barco 9 vezes por ano
(Foto: Reprodução/WikiMedia)

No meio do oceano Atlântico Sul, existe um pedaço de terra que desafia quase tudo o que se entende por vida em sociedade.

Considerada a ilha mais isolada do mundo, ela não tem shopping, nem aeroporto, e sua conexão com o restante do planeta se resume a pouquíssimas viagens marítimas por ano. É o tipo de lugar que faz qualquer cidadezinha pacata parecer uma metrópole agitada.

Um ponto minúsculo cercado por oceano

Tristão da Cunha é um arquipélago vulcânico que pertence ao território ultramarino britânico de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha.

A ilha principal, que leva o mesmo nome do conjunto, está localizada a cerca de 2.400 quilômetros da costa da África do Sul e a mais de 3.300 quilômetros da América do Sul.

Essa distância monumental faz dela o lugar habitado mais isolado de todo o planeta, segundo registros geográficos reconhecidos internacionalmente.

Uma comunidade que cabe em um único bairro

A população local gira em torno de 240 pessoas, e quase todas as famílias compartilham poucos sobrenomes. A vila principal, chamada Edimburgo dos Sete Mares, concentra toda a vida social, administrativa e econômica do território.

Os moradores vivem basicamente da agricultura de subsistência, da pesca e da criação de gado. Não existe nenhum aeroporto na ilha, o que significa que a única forma de chegar até lá é por embarcação, em viagens que partem da Cidade do Cabo, na África do Sul, e duram vários dias.

Apenas nove passagens por ano

O detalhe que mais impressiona é a frequência de conexão com o mundo exterior. Barcos de abastecimento e transporte de passageiros visitam a ilha apenas cerca de nove vezes ao longo de todo o ano.

Cada chegada é um evento importante para a comunidade, pois traz suprimentos, correspondências e, eventualmente, os raros turistas que se aventuram até lá.

Isolamento que atrai curiosidade global

Apesar das condições extremas, Tristão da Cunha desperta fascínio ao redor do mundo. A ilha possui sua própria moeda comemorativa, um código postal e até um site oficial que vende selos colecionáveis, itens bastante valorizados por colecionadores.

Para quem sonha em conhecer, a dica é planejar com muita antecedência, já que as vagas nos barcos são limitadas e a lista de espera costuma ser longa.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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