Fim da escala 6×1: o que muda para quem trabalha em farmácias e drogarias com jornadas longas

Possível fim da escala 6x1 gera dúvidas sobre funcionamento de farmácias e rotina de profissionais do setor

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Fim da escala 6x1: o que muda para quem trabalha em farmácias e drogarias com jornadas longas
(Foto: Agência Brasil)

A rotina de quem trabalha em farmácias e drogarias costuma ser marcada por horários extensos, atendimento ao público, plantões e escalas que incluem fins de semana e feriados.

Por isso, a discussão sobre o fim da escala 6×1 tem gerado dúvidas entre profissionais do setor.

A proposta ainda precisa ser aprovada no Congresso Nacional, mas já movimenta empresas e trabalhadores que atuam em atividades com funcionamento prolongado.

No caso das farmácias, a principal mudança não seria o fechamento dos estabelecimentos, mas a reorganização das equipes.

Fim da escala 6×1 para farmácias pode mudar folgas e horários

Atualmente, muitos trabalhadores de farmácias e drogarias cumprem jornadas próximas da escala 6×1, com seis dias de trabalho e apenas um dia de descanso na semana.

Com a proposta em debate, a jornada semanal poderia ser reduzida para 40 horas, sem redução salarial. Além disso, o texto prevê dois dias de descanso semanal remunerado, o que exigiria uma nova distribuição dos turnos.

Na prática, atendentes, balconistas, caixas, farmacêuticos, estoquistas e outros profissionais do setor poderiam ter escalas mais equilibradas, desde que a mudança seja aprovada e regulamentada.

Farmácias poderiam continuar funcionando aos fins de semana?

Sim. O fim da escala 6×1 não significa que farmácias e drogarias deixariam de abrir aos sábados, domingos ou feriados.

Como o setor atende uma demanda constante da população, a tendência é que o funcionamento continue ocorrendo por meio de revezamento entre equipes.

Ou seja, o estabelecimento poderia seguir aberto, mas os funcionários teriam que trabalhar dentro dos novos limites de jornada e descanso.

Isso exigiria mais planejamento por parte das empresas, principalmente em unidades com atendimento 24 horas ou funcionamento até tarde da noite.

Jornadas longas devem exigir mais controle

Para quem trabalha em farmácias com jornadas longas, a mudança pode trazer impacto direto no controle de ponto, no pagamento de horas extras e na organização das folgas.

Caso o novo limite semanal seja aprovado, qualquer período trabalhado acima da jornada permitida poderá ser considerado hora extra, conforme as regras que estiverem em vigor.

Por isso, empregadores terão que acompanhar com mais atenção a carga horária de cada funcionário, evitando excesso de jornada e falhas na escala.

Acordos coletivos continuarão importantes

Outro ponto importante é que farmácias e drogarias costumam seguir convenções coletivas da categoria, que podem definir regras específicas sobre folgas, adicionais, trabalho aos domingos e feriados.

Com a possível mudança, esses acordos devem continuar tendo peso na organização da rotina, desde que respeitem os limites previstos na lei.

Na prática, sindicatos e empresas podem ter papel essencial para adaptar as escalas à realidade do setor, especialmente em cidades onde farmácias funcionam em regime de plantão.

Mudança ainda não está em vigor

Apesar da repercussão, o fim da escala 6×1 ainda não está valendo no Brasil. A proposta segue em análise no Congresso Nacional e precisa passar pelas etapas legislativas antes de produzir efeitos.

Até lá, continuam valendo as regras atuais de jornada, descanso semanal, hora extra e negociação coletiva.

Mesmo assim, trabalhadores e empresas do setor farmacêutico já devem acompanhar o debate, pois uma eventual aprovação pode mudar a rotina de quem enfrenta jornadas longas em farmácias e drogarias.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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