Motoristas de ônibus podem paralisar atividades em Anápolis se Urban não apresentar proposta

"Não haverá tolerância nas negociações deste ano", disse a categoria em ofício enviado à empresa

Ícaro Gonçalves -
Urban
Estação Central de Anápolis (Foto: Arquivo/Secom)

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (Sittra) informou que a categoria tem a intenção de paralisação caso a empresa Mobilidade Urbana (Urban) não apresente contraproposta para o acordo coletivo 2026/2027.

No ofício encaminhado à empresa nesta quinta-feira (14), o presidente do sindicato, Adair Rodrigues, afirma que “não haverá tolerância nas negociações deste ano”, com data base previsto para o mês de junho.

A entidade afirma que o posicionamento ocorre após o histórico de impasse registrado na data-base anterior, quando houve necessidade de mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A pauta de reivindicações foi elaborada pelos trabalhadores durante assembleia promovida em 26 de abril, na sede do sindicato. O documento inclui pedidos de reajuste salarial e revisão de cláusulas sociais do acordo coletivo.

Procurada pelo Portal 6, a Urban informou que recebeu oficialmente as demandas do sindicato em 12 de maio.

Segundo a empresa, as reivindicações foram encaminhadas ao Executivo Municipal, uma vez que qualquer reajuste salarial depende de autorização prévia da prefeitura e pode impactar diretamente os custos operacionais e a tarifa do transporte coletivo.

A empresa declarou ainda que aguarda manifestação da Prefeitura sobre o tema. Apesar do clima de tensão, a Urban afirmou que as negociações seguem em andamento, com confiança em uma solução construída “com harmonia, diálogo e concessões mútuas”.

Até o momento, não há definição sobre reajuste salarial nem anúncio oficial de greve. As negociações entre sindicato, empresa e poder público continuam.

Confira a nota da Urban na íntegra:

“Recebemos o comunicado oficial do Sindicato no dia 12/05/2026. Imediatamente as providências foram adotadas pela empresa URBAN no sentido de encaminhar a reinvidicação à Administração Pública, isso porque, nos termos do artigo 624 da CLT, qualquer reajuste salarial a ser concedido à categoria depende da prévia e expressa autorização do Poder Público Municipal, uma vez que o impacto do reajuste salarial reflete nos custos dos serviços e da tarifa pública aos usuários. A empresa aguarda a manifestação da Administração Pública.

Cabe destacar que as negociações estão em curso e que temos convicção de que – com harmonia, diálogo e concessões mútuas – muito em breve as questões afetas ao transporte público da cidade e à categoria profissional se encaminharão de maneira equilibrada a todos”

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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