Motoristas que causarem acidente com morte podem ficar proibidos de dirigir por 10 anos

Proposta ainda precisa passar por novas etapas, mas já reacende o debate sobre punições mais rígidas nas vias

Layne Brito -
: Motoristas que causarem acidente com morte
(Foto: Reprodução/Pexels)

Acidentes graves no trânsito costumam deixar marcas que vão muito além dos danos materiais. Quando uma vida é perdida, a cobrança por responsabilização ganha força e reacende uma discussão antiga no país: as punições aplicadas hoje são suficientes para evitar novas tragédias?

É nesse contexto que uma proposta em análise na Câmara dos Deputados passou a chamar atenção.

O texto prevê que motoristas condenados por homicídio culposo no trânsito, quando não há intenção de matar, possam ficar proibidos de dirigir por 10 anos.

A medida foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes e altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Apesar do avanço, a proposta ainda não está valendo como lei e precisa passar por outras etapas antes de entrar em vigor.

Além da suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por uma década, o projeto também aumenta a pena para casos de morte no trânsito.

Atualmente, o homicídio culposo na direção de veículo automotor prevê detenção de dois a quatro anos.

Com a mudança, a punição passaria a ser de quatro a oito anos de reclusão.

Na prática, a proposta endurece as consequências para motoristas que causarem acidentes fatais, mesmo sem intenção de matar.

A medida ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Depois, também deve passar pelo Plenário da Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Por isso, é importante destacar que nenhum motorista já está sujeito automaticamente à nova regra.

O texto ainda depende de aprovação nas próximas fases do processo legislativo.

A proposta, no entanto, já levanta um alerta para condutores sobre a gravidade das consequências de imprudência, negligência ou imperícia no trânsito.

Situações como excesso de velocidade, desatenção, ultrapassagens arriscadas e outras condutas perigosas podem terminar em tragédias irreversíveis.

O debate também envolve familiares de vítimas, especialistas em segurança viária e órgãos ligados ao trânsito, que cobram medidas capazes de reduzir mortes e aumentar a responsabilidade de quem assume a direção de um veículo.

Caso seja aprovada definitivamente, a nova regra poderá representar uma das punições mais severas relacionadas à CNH em casos de morte no trânsito.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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