Quanto ganha um entregador de aplicativo como 99, iFood e Rappi? Valores podem passar de R$ 7 mil por mês
Salário de entregador de aplicativo em 2026 pode variar bastante, mas ganhos maiores dependem de horas rodadas, demanda e custos

Já pensou fazer entregas por aplicativo e ver a renda passar de R$ 7 mil em um mês? Para muita gente, esse número chama atenção logo de cara. No entanto, ele não representa a rotina da maioria dos entregadores de aplicativo.
Na prática, os ganhos dependem de vários fatores. Cidade, horário, quantidade de pedidos, promoções, gorjetas, veículo usado e custos com combustível ou manutenção mudam bastante o resultado final.
Por isso, antes de olhar apenas o valor bruto, é importante entender como funciona o salário de entregador de aplicativo em 2026 e quanto pode sobrar depois das despesas.
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Quanto ganha um entregador de aplicativo em 2026
No iFood, dados divulgados pela própria plataforma apontam ganho médio de R$ 31 por hora trabalhada em novembro de 2025. A empresa também informou ter fechado 2025 com 500 mil entregadores ativos.
Além disso, levantamentos citados sobre o setor indicam que, em jornadas de 40 horas semanais, a renda líquida pode ficar entre R$ 2.669 e R$ 4.037, já considerando custos médios de manutenção.
Em jornadas mais longas, dias de pico e regiões com alta demanda, o faturamento bruto pode subir. Ainda assim, chegar a R$ 7 mil por mês costuma exigir muitas horas na rua, estratégia e constância.
iFood, Rappi e 99 têm modelos diferentes
Cada plataforma define regras próprias de pagamento. No iFood, os valores variam conforme distância, demanda, rota, promoções e tempo de trabalho.
Já na Rappi, informações divulgadas sobre a remuneração indicam pagamento mínimo por entrega e acréscimo por quilômetro rodado, modelo que também muda conforme cidade e demanda.
No caso da 99, a empresa oferece modalidades como 99Food, 99Entrega e outros serviços dentro do ecossistema do aplicativo. Assim, os ganhos também dependem do tipo de entrega e da disponibilidade local.
Valores altos não significam lucro cheio
Um ponto importante é separar faturamento bruto de renda líquida. O entregador pode receber valores altos no aplicativo, mas precisa descontar combustível, manutenção, internet, alimentação na rua, seguro e depreciação da moto ou bicicleta.
Além disso, quem trabalha por conta própria precisa pensar em contribuição previdenciária e reserva para imprevistos. Com isso, a renda real pode ser menor do que o valor exibido no aplicativo ao fim do mês.
Como alguns entregadores aumentam os ganhos
Entregadores que conseguem faturar mais geralmente trabalham em horários de maior movimento, como almoço, jantar, fins de semana e feriados.
Além disso, muitos combinam mais de um aplicativo, escolhem regiões com alta concentração de restaurantes e evitam deslocamentos longos sem pedido. Dessa forma, conseguem reduzir tempo parado e aumentar o número de entregas.
Trabalho exige planejamento
Apesar da possibilidade de renda alta, a rotina de entregador exige esforço físico, atenção no trânsito e organização financeira.
Portanto, valores acima de R$ 7 mil podem acontecer em casos específicos, mas não devem ser vistos como garantia. Para a maioria, o ganho depende diretamente da carga horária, da cidade e da capacidade de controlar custos.
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