A carne que tem mais proteína que o whey e o quilo mais barato do açougue, segundo nutricionistas
Corte muitas vezes deixado de lado pode surpreender quem busca proteína, economia e mais nutrientes no prato

Na busca por mais proteína na alimentação, muita gente pensa primeiro nos suplementos. O whey protein virou presença comum na rotina de quem treina, quer ganhar massa muscular ou simplesmente tenta bater a meta diária de proteínas com mais praticidade.
No entanto, antes de olhar para os potes nas prateleiras, existe uma opção bem mais antiga, presente nos açougues e quase sempre vendida por um preço mais baixo.
Ela não costuma ter o mesmo apelo dos cortes nobres, não aparece com frequência em receitas sofisticadas e ainda divide opiniões pelo sabor marcante.
Mesmo assim, para nutricionistas, o fígado bovino é uma das carnes que mais chamam atenção quando o assunto é densidade nutricional.
Além de ser rico em proteína, o corte também concentra ferro, vitaminas do complexo B e outros nutrientes importantes para o organismo.
Em 100 g de fígado bovino grelhado, há cerca de 29 g de proteína, quantidade que pode superar a proteína encontrada em uma dose comum de whey, dependendo da marca e da porção usada.
Por isso, o corte costuma ser citado como uma alternativa interessante para quem quer reforçar a alimentação sem gastar tanto.
Outro ponto que pesa a favor é o preço.
Em muitos açougues, o fígado bovino aparece entre as opções mais baratas, custando menos do que carnes tradicionais como patinho, alcatra, coxão mole e contrafilé.
Apesar disso, o corte exige preparo correto. Para suavizar o sabor forte, uma dica comum é deixar o fígado de molho por alguns minutos no leite ou em temperos cítricos antes de levar ao fogo.
Também é importante não cozinhar demais, já que o excesso de tempo na frigideira pode deixar a carne borrachuda e ressecada.
O fígado pode ser preparado acebolado, grelhado, em tiras ou até combinado com legumes e arroz.
A ideia é usar temperos simples, fogo médio e pouco tempo de preparo para preservar a textura.
Ainda assim, o consumo deve ser equilibrado. Por ser uma carne muito rica em nutrientes, especialmente vitamina A, ela não precisa aparecer todos os dias no prato.
Gestantes, pessoas com restrições alimentares ou quem possui alguma condição de saúde devem buscar orientação profissional antes de incluir o alimento com frequência na dieta.
No fim das contas, o fígado bovino mostra que proteína boa nem sempre está nos cortes mais caros ou nos suplementos mais famosos.
Quando bem preparado, ele pode ser uma opção barata, nutritiva e eficiente para variar o cardápio.
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