Ela deixou a carreira na cidade, voltou para a zona rural, modernizou o negócio da família e expandiu a produção de cachaça artesanal criada há mais de 4 décadas
Retorno ao campo mudou a rotina da família e abriu uma nova fase para uma produção artesanal mantida por gerações

Nem toda mudança de vida começa com um plano pronto. Às vezes, ela nasce de uma inquietação silenciosa, de uma vontade de voltar às origens e de um olhar mais atento para aquilo que sempre esteve dentro de casa.
Foi assim que Aline Alves Pereira decidiu deixar a carreira na cidade e retornar para a zona rural.
A escolha não representou apenas uma mudança de endereço, mas o início de uma nova fase para o negócio criado pelo pai há mais de quatro décadas.
- Seu Waldir, churrasqueiro há mais de 30 anos: “Quando a brasa começa a pegar, coloco uma cebola junto; o cheiro já avisa que o churrasco vai ser bom”
- USP libera curso de inglês, espanhol, francês, italiano e alemão para quem aprender novo idioma
- Frase do dia: “Ninguém consegue manipular uma pessoa que não faz questão de ser querida”
A produção de cachaça artesanal fazia parte da história da família havia anos.
O alambique, mantido com trabalho manual, conhecimento passado pela prática e dedicação diária, carregava o nome, o esforço e a memória de quem construiu tudo desde o começo.
Ao voltar para o campo, Aline encontrou mais do que uma tradição familiar.
Ela viu um negócio com potencial para crescer, mas que precisava de organização, regularização e uma gestão mais moderna para alcançar novos mercados.
Ao lado da irmã, Renata, ela passou a cuidar da parte administrativa da produção.
Enquanto o pai seguia ligado ao processo artesanal, as filhas assumiram tarefas como finanças, documentação, distribuição e planejamento.
A mudança trouxe um novo ritmo ao alambique.
O que antes funcionava de forma mais simples passou a contar com processos mais estruturados, melhorias no espaço de produção e atenção maior às exigências legais do setor.
Com a modernização, a cachaça artesanal da família ganhou mais força comercial.
A produção passou a ser apresentada de forma mais profissional, mantendo a tradição do preparo, mas com olhar voltado para crescimento e expansão.

(Foto: Divulgação/Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar)
A história também mostra como a sucessão familiar pode transformar negócios rurais.
Em vez de abandonar o que foi construído pelos pais, as novas gerações podem encontrar maneiras de atualizar a atividade sem apagar sua origem.
No caso de Aline, o retorno ao campo não significou um passo para trás.
Pelo contrário, foi uma forma de unir experiência profissional, vínculo familiar e vontade de empreender.
O trabalho das irmãs ajudou a dar nova visibilidade ao alambique.
A produção artesanal, antes concentrada em um alcance mais limitado, passou a buscar novos pontos de venda e a fortalecer a presença da marca na região.
Mesmo com as mudanças, a essência do negócio permaneceu a mesma.
A cachaça continuou ligada à história do pai, ao saber construído com o tempo e à rotina rural que deu origem à produção.
A diferença é que, agora, a tradição passou a caminhar ao lado da gestão.
O cuidado com o produto, a organização do negócio e a visão de futuro se tornaram partes da mesma história.
No fim, a trajetória de Aline mostra que o campo também pode ser espaço de inovação.
Ao voltar para casa, ela não apenas ajudou a preservar o legado da família, mas também abriu caminho para que uma produção artesanal criada há mais de 40 anos ganhasse fôlego para continuar crescendo.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








