Ela deixou a carreira na cidade, voltou para a zona rural, modernizou o negócio da família e expandiu a produção de cachaça artesanal criada há mais de 4 décadas

Retorno ao campo mudou a rotina da família e abriu uma nova fase para uma produção artesanal mantida por gerações

Layne Brito -
família
(Foto: Reprodução)

Nem toda mudança de vida começa com um plano pronto. Às vezes, ela nasce de uma inquietação silenciosa, de uma vontade de voltar às origens e de um olhar mais atento para aquilo que sempre esteve dentro de casa.

Foi assim que Aline Alves Pereira decidiu deixar a carreira na cidade e retornar para a zona rural.

A escolha não representou apenas uma mudança de endereço, mas o início de uma nova fase para o negócio criado pelo pai há mais de quatro décadas.

A produção de cachaça artesanal fazia parte da história da família havia anos.

O alambique, mantido com trabalho manual, conhecimento passado pela prática e dedicação diária, carregava o nome, o esforço e a memória de quem construiu tudo desde o começo.

Ao voltar para o campo, Aline encontrou mais do que uma tradição familiar.

Ela viu um negócio com potencial para crescer, mas que precisava de organização, regularização e uma gestão mais moderna para alcançar novos mercados.

Ao lado da irmã, Renata, ela passou a cuidar da parte administrativa da produção.

Enquanto o pai seguia ligado ao processo artesanal, as filhas assumiram tarefas como finanças, documentação, distribuição e planejamento.

A mudança trouxe um novo ritmo ao alambique.

O que antes funcionava de forma mais simples passou a contar com processos mais estruturados, melhorias no espaço de produção e atenção maior às exigências legais do setor.

Com a modernização, a cachaça artesanal da família ganhou mais força comercial.

A produção passou a ser apresentada de forma mais profissional, mantendo a tradição do preparo, mas com olhar voltado para crescimento e expansão.

Ela deixou a carreira na cidade, voltou para a zona rural,

(Foto: Divulgação/Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar)

A história também mostra como a sucessão familiar pode transformar negócios rurais.

Em vez de abandonar o que foi construído pelos pais, as novas gerações podem encontrar maneiras de atualizar a atividade sem apagar sua origem.

No caso de Aline, o retorno ao campo não significou um passo para trás.

Pelo contrário, foi uma forma de unir experiência profissional, vínculo familiar e vontade de empreender.

O trabalho das irmãs ajudou a dar nova visibilidade ao alambique.

A produção artesanal, antes concentrada em um alcance mais limitado, passou a buscar novos pontos de venda e a fortalecer a presença da marca na região.

Mesmo com as mudanças, a essência do negócio permaneceu a mesma.

A cachaça continuou ligada à história do pai, ao saber construído com o tempo e à rotina rural que deu origem à produção.

A diferença é que, agora, a tradição passou a caminhar ao lado da gestão.

O cuidado com o produto, a organização do negócio e a visão de futuro se tornaram partes da mesma história.

No fim, a trajetória de Aline mostra que o campo também pode ser espaço de inovação.

Ao voltar para casa, ela não apenas ajudou a preservar o legado da família, mas também abriu caminho para que uma produção artesanal criada há mais de 40 anos ganhasse fôlego para continuar crescendo.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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