Empresário tem carro retido pela PRF em Goiás mesmo com IPVA pago e faz alerta a motoristas; entenda o motivo
Em publicação que já soma mais de 1,3 milhão de visualizações, motorista revelou que seguia pela BR-153 com destino a Goiânia quando foi parado

Um vídeo do empresário e gestor de supermercados Weber Carvalho viralizou nas redes sociais ao relatar um transtorno vivido durante uma viagem entre Uberlândia e Goiânia.
Segundo ele, o veículo que dirigia foi retido durante uma fiscalização no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Itumbiara, no sul de Goiás, mesmo após apresentar toda a documentação e provar o pagamento do IPVA e licenciamento de 2025.
O motivo, conforme relatou, foi um financiamento feito e no qual colocou o veículo como garantia, gerando o que é chamado de alienação fiduciária.
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De acordo com Weber, a abordagem ocorreu durante a noite de segunda-feira (06) quando seguia pela BR-153 com destino a Goiânia. Ele contou que foi parado por um policial rodoviário, que solicitou a apresentação dos documentos.
“Eu falei que tinha digital. Apresentei o documento e ele falou assim: ‘cara, tá atrasado. Você tem o de 2025?'”, relatou o motorista em vídeo que já ultrapassa 1.3 milhão de visualizações.
Ao consultar o aplicativo, ele não encontrou o documento atualizado do veículo. Ele afirmou que acreditava que o carro estava regular porque havia quitado os pagamentos relacionados ao licenciamento do último ano.
QUE SITUAÇÃO | Um vídeo do empresário Weber Carvalho viralizou nas redes sociais após ele relatar que teve o carro retido durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Itumbiara, no Sul de Goiás, mesmo com o IPVA e o licenciamento de 2025 pagos.
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— Portal 6 (@portal6noticias) July 7, 2026
Licenciamento pago, mas sem validade
O problema, segundo o relato, estava relacionado à emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), documento obrigatório para circulação.
“O que acontece é que o ano passado eu peguei um crédito e eu coloquei o veículo como garantia. E ninguém, nem uma alma viva, veio para falar que como eu dei o veículo como garantia, eu precisava informar isso ao Detran”, afirmou.
Ainda conforme Weber, ele apresentou ao policial comprovantes de pagamento e tentou demonstrar que não havia débitos pendentes. No entanto, segundo ele, o agente explicou que a fiscalização exigia o documento do veículo devidamente emitido.
“Eu falei: ‘mas eu consigo abrir meu aplicativo aqui, eu te mando todos os documentos, todos os comprovantes que você precisar’. E ele disse: ‘não cara, questão não é comprovante, eu preciso é do CRLV'”, contou.
Após a retenção, o empresário disse que precisou permanecer na cidade e buscar ajuda de um despachante para regularizar a situação na manhã desta terça-feira (07).
Além do transtorno, ele também afirmou que teve gastos com guincho e que receberia uma multa pela irregularidade documental.
Exigência de informar ao Detran
Após a situação vivida, o gestor decidiu transformar o episódio em um alerta para outros motoristas. Ele recomendou que os proprietários consultem regularmente a situação dos veículos nos aplicativos oficiais para verificar se o documento está realmente disponível.
“Depois que veio essa documentação digital, nós não temos o costume de olhar isso no aplicativo. Então, olha seu aplicativo aí agora. Não seja pego de saia justa igual eu passei”, afirmou Weber ao finalizar o vídeo.
A exigência de informar ao Detran sobre o empréstimo feito com o veículo como garantia é expressa tanto no Código Civil e no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Isso porque, após a operação juridicamente chamada de alienação fiduciária, é necessária a emissão de um novo Certificado de Registro de Veículo (CRV) com a anotação de restrição financeira feita pelo banco, chamada gravame.
No caso do Código de Trânsito Brasileiro, a obrigação é descrita no Art. 123, onde é afirmado ser “obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando for transferida a propriedade ou alterada qualquer característica do veículo”.
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