Aos 16 anos, ela transformou cascas de banana jogadas no lixo em um bioplástico que se decompõe sozinho, ao contrário do plástico comum, que leva séculos

Elif Bilgin criou uma alternativa ao plástico tradicional usando cascas de banana e venceu prêmio internacional de ciência

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Aos 16 anos, ela transformou cascas de banana jogadas no lixo em um bioplástico que se decompõe sozinho, ao contrário do plástico comum, que leva séculos
(Foto: Reprodução/Flickr)

O que muita gente joga no lixo sem pensar duas vezes virou matéria-prima para uma invenção premiada. Aos 16 anos, a estudante turca Elif Bilgin desenvolveu um método para transformar cascas de banana em bioplástico.

A ideia nasceu em Istambul, na Turquia, a partir de uma preocupação ambiental. Elif queria encontrar uma alternativa ao plástico tradicional, produzido a partir do petróleo e conhecido por permanecer no meio ambiente por centenas de anos.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, alguns plásticos podem levar centenas de anos para se degradar, agravando os impactos da poluição ambiental.

A aposta da jovem foi olhar para um resíduo comum: a casca da banana. Rica em amido e celulose, ela poderia servir como base para um material mais sustentável.

Da casca jogada fora ao bioplástico

Elif passou cerca de dois anos testando fórmulas até chegar a um processo capaz de transformar as cascas descartadas em bioplástico. O projeto buscava substituir parte dos plásticos derivados do petróleo por um material de origem vegetal.

O trabalho recebeu o nome de “Going Bananas! Using Banana Peels in the Production of Bio-Plastic as a Replacement for Traditional Petroleum-Based Plastic”. Em 2013, a jovem venceu o prêmio Scientific American Science in Action, ligado ao Google Science Fair.

De acordo com o Google, a seleção reconheceu o projeto de Elif pelo uso de cascas de banana na produção de bioplásticos. A premiação incluiu US$ 50 mil e mentoria para desenvolver a ideia.

Uma solução simples para um problema gigante

A invenção chamou atenção justamente por partir de algo barato, abundante e normalmente descartado. Em vez de tratar a casca de banana apenas como lixo orgânico, Elif mostrou que o resíduo poderia ter aplicação científica.

O bioplástico criado por ela foi pensado para usos como isolamento de cabos elétricos e próteses cosméticas. A proposta ainda não substitui sozinha o plástico comum, mas aponta um caminho importante para novas pesquisas.

A história de Elif Bilgin mostra como uma pergunta simples pode gerar uma resposta poderosa: e se aquilo que vai para o lixo pudesse ajudar a reduzir a poluição do planeta?

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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