MP pede suspensão de pregão para aluguel de ônibus elétricos para o Eixo Anhanguera
Veículos substituiriam a atual frota, que tem somente motores a combustão. Um dos ônibus já está circulando em fase de testes
O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou à Metrobus que o pregão para locação de ônibus elétricos para o Eixo Anhanguera seja imediatamente suspenso. O certame está marcado para 4 de maio.
Segundo a promotora Leila Maria de Oliveira, a empresa deve aguardar a conclusão de um estudo de viabilidade econômico-financeira do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO).
A licitação prevê a locação de 114 ônibus elétricos. Os veículos substituiriam a atual frota do Eixo Anhanguera, que tem somente motores a combustão. Um dos ônibus já está circulando em fase de testes.
O MPGO questionou ainda vantagens financeiras que a empresa de locação poderia obter alugando os veículos ao invés de vendê-los.
O contrato de aluguel dos 114 ônibus prevê que a Metrobus pague R$ 1,4 bilhão por 16 anos. A promotora afirmou, porém, que não há estudo técnico ou planilha de custos comparativos entre a viabilidade de locação ou compra da nova frota.
O pedido do MPGO para suspensão lembra ainda que a Metrobus tem contrato com a Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) somente até 2031. A locação dos ônibus, todavia, seguiria até 2038.
Outra preocupação da promotora é com a tarifa. Oliveira apontou que a mudança da fonte de energia da frota, de óleo diesel para eletricidade, deve vir acompanhada de informações e um estudo de viabilidade econômica-financeira.
A Metrobus tem 20 dias para enviar ao Ministério Público a documentação requisitada pela promotora.
Em nota enviada ao Portal 6, a empresa informou que ainda não foi notificada. A estatal garantiu que “tão logo receba [o ofício], vai analisar os questionamentos levantados pelo MP e providenciará os esclarecimentos e documentos solicitados com a maior brevidade possível.”