Polícia conclui que Karine Gouveia e PC Segredo devem responder, juntos, a 126 indiciamentos

Casal cometeu, ao todo, nove crimes, com mais de 30 vítimas diretas e mais de 100 pessoas ouvidas em um inquérito complementar

Natália Sezil Natália Sezil -
Polícia conclui que Karine Gouveia e PC Segredo devem responder, juntos, a 126 indiciamentos
Karine Gouveia e marido são investigados pela polícia. (Foto: Reprodução/Instagram)

A falsa biomédica Karine Gouveia e o marido, PC Segredo, devem responder, juntos, a 126 indiciamentos sobre nove crimes diferentes identificados nas clínicas de estética mantidas pelo casal em Goiânia.

A Operação Face Oculta, que investigava as irregularidades do estabelecimento e as denúncias de clientes que haviam sofrido deformações após procedimentos no local, acontecia desde dezembro.

O inquérito foi concluído na última sexta-feira (21), segundo informou o delegado Daniel Oliveira, da 4ª Delegacia de Polícia de Goiânia, que detalhou os resultados da investigação.

De acordo com a autoridade, as apurações concluíram que as clínicas KGG Estética funcionavam como uma “verdadeira organização criminosa voltada à prática sistemática de crimes”.

Karine e Paulo César foram indiciados por nove delitos diferentes. Entre eles, organização criminosa, exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, e fraude processual.

Além disso, por falsificação, corrupção ou adulteração de produto terapêutico; propaganda enganosa; e execução de serviço de auto grau de periculosidade.

Os destaques são para os crimes de lesão corporal gravíssima e estelionato. Cada um dos autores foi indiciado 28 vezes, a cada um dos dois crimes.

Vários envolvidos

Além do casal, mais de dez profissionais foram indiciados por participar da organização. Cirurgiões dentistas que realizavam cirurgias sem autorização e uma biomédica que falsificava receitas foram alguns deles.

Estoquistas e auxiliares logísticos que participaram na obtenção clandestina de substâncias clandestinas, e um profissional do ramo de insumos que atuava como intermediário também estiveram envolvidos.

Caso complexo

O inquérito concluiu que houve mais de 30 vítimas diretas, com registro de pelo menos 100 pessoas envolvidas em inquérito complementar.

“Também estima-se que cerca de 6 mil pessoas passaram por procedimentos faciais nessa clínica entre 2018 e 2019”, detalhou o delegado.

Ele também ressaltou que há um segundo inquérito em curso, envolvendo a tentativa de interferência de Karine Gouveia e Paulo César Dias nas investigações.

 

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