De folga no Rio, bombeiro de Pirenópolis salva mulher de afogamento na Praia de Copacabana
Ao Portal 6, militar revelou detalhes sobre situação arriscada que viveu na cidade turística: "ela estava desesperada"

Mesmo de folga e muito longe de casa, um bombeiro de Pirenópolis se destacou na última sexta-feira (27), ao resgatar uma mulher que estava se afogando na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ).
Em entrevista ao Portal 6, o cabo Figueiredo, de 36 anos, deu mais detalhes sobre a arriscada situação que aconteceu no famoso ponto turístico da cidade.
Segundo o militar, vinculado ao 17º Batalhão Bombeiro Militar (BBM) de Pirenópolis, ele estava viajando com a namorada quando viu um casal, de aproximadamente 40 anos, que estava tomando banho de mar.
Contudo, naquele momento, as ondas estavam muito agitadas e quebrando com muita força, em uma condição bastante perigosa.
“Foi então que eu vi que o casal estava indo para o fundo e começou a ficar desesperado. Nisso, eu fiz um nado de aproximação, seguindo o protocolo dos bombeiros e todo o meu treinamento para atuar na situação”, salientou.
Em um primeiro momento, o homem conseguiu sair com dificuldades do mar, para pedir ajuda. Contudo, a mulher acabou saindo do raso e começou a ser arrastada para o alto-mar.
Diante disso, o cabo foi em direção à vítima, tentando tirá-la dali e acalmá-la. “Mas aí eu vi que não ia conseguir tirar ela dali e fiquei do lado dela até o resgate chegar. Ela estava desesperada”, relembrou.
Assim, Figueiredo afirma ter ficado cerca de cinco minutos dando apoio à mulher, até que uma equipe de socorristas chegasse ao local de jet-ski e jogasse uma boia de flutuação (life belt) para que se apoiassem e saíssem da água.
Imagens feitas pela namorada do cabo, às quais o Portal 6 teve acesso, mostram o momento em que Figueiredo entra na água para ajudar o casal em apuros.
Perigo Extremo
Ainda que o caso tenha terminado bem, o militar salientou que foi um momento bastante arriscado até mesmo para um bombeiro treinado.
“Foi um momento de muita adrenalina e sufoco. Agi no instinto de salvar. Quando vi que não ia conseguir tirar a mulher da água, comecei a ficar preocupado, mas mantive a calma e apoiando ela até que o resgate chegasse”, destacou.
Por fim, o cabo Figueiredo foi incisivo: “pessoas sem treinamento não devem fazer isso nunca, pois poderia ter ficado mais gente afogada lá. O certo a se fazer é chamar os socorristas, caso veja alguém nessa situação”.
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