Homem prefere 1 ano de prisão a devolver R$ 5,6 milhões recebidos por engano

Após receber dinheiro por erro bancário e gastar a quantia, ele decidiu cumprir pena de prisão em vez de pagar multa e devolver o valor restante

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Homem prefere 1 ano de prisão a devolver R$ 5,6 milhões recebidos por engano
(Foto: Reprodução)

Um erro bancário acabou se transformando em um caso judicial incomum na Nigéria. Um homem foi condenado após gastar milhões que apareceram inesperadamente em sua conta e acabou tomando uma decisão curiosa diante da Justiça: preferiu cumprir pena de prisão em vez de devolver o dinheiro.

O caso envolve Ojo Eghosa Kingsley, que recebeu, por engano, uma transferência milionária em sua conta bancária após uma falha técnica no First Bank. O valor, equivalente a cerca de R$ 5,6 milhões, foi creditado indevidamente e acabou sendo utilizado pelo homem ao longo de vários meses.

Segundo a Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros da Nigéria (EFCC), Kingsley movimentou o dinheiro entre junho e novembro de 2025. Em vez de informar o banco sobre o erro, ele utilizou os recursos para financiar diferentes despesas pessoais.

Parte do valor foi direcionada para projetos de construção civil, enquanto outras quantias foram transferidas para contas de familiares, incluindo sua mãe e sua irmã. As autoridades também afirmam que o acusado utilizou o dinheiro para sustentar um estilo de vida considerado luxuoso.

Homem prefere 1 ano de prisão a devolver R$ 5,6 milhões recebidos por engano

(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/Naija Latest News)

A situação veio à tona em janeiro deste ano, quando Kingsley foi localizado e preso. Durante a investigação, ele acabou confessando ter utilizado os recursos de forma irregular, sendo acusado de roubo e conversão fraudulenta de valores.

Até agora, aproximadamente R$ 4 milhões já foram recuperados pelas autoridades. Cerca de R$ 1,1 milhão foi recuperado diretamente pelo banco após o cancelamento de algumas transferências, enquanto outros valores foram confiscados de contas relacionadas ao suspeito e seus familiares.

No julgamento realizado pelo Tribunal Superior do Estado de Edo, a sentença estabeleceu duas possibilidades de punição: um ano de prisão ou o pagamento de uma multa equivalente a cerca de R$ 19 mil.

Mesmo com a opção financeira disponível, Kingsley decidiu cumprir a pena de prisão. A escolha foi motivada por um fator prático: ainda restaria a obrigação legal de devolver cerca de R$ 1 milhão que não foi recuperado pelo banco — valor que ele afirmou já não possuir.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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