Mãe denuncia estupro de adolescente autista dentro de escola pública em Anápolis
Episódio teria ocorrido em meio a brincadeira de "verdade ou desafio", na qual um estudante teria sido desafiado a cometer o abuso

Mais um caso de violência dentro de escola de Anápolis veio a tona nesta sexta-feira (13). A mãe de um adolescente autista, de 12 anos, procurou a Polícia Civil (PC) alegando que o filho teria sido vítima de estupro dentro do Centro de Ensino em Período Integral (CEPI) José Ludovico de Almeida.
A unidade de ensino fica na Vila Brasil. Segundo a denúncia, relatada em primeira mão pela Rádio São Francico, o rapaz foi encontrado pelo irmão caído ao chão de uma sala de aula durante o recreio.
Ele estaria com as calças abaixadas no momento em que foi visto. Próximo a ele, outro estudante se encontrava também semi-nu.
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Em entrevista à rádio a mãe do rapaz, Yasmine dos Reis, contou que descobriu o que houve apenas no fim da tarde, quando os filhos chegaram em casa.
“Ele tem paralisia cerebral, autismo e epilepsia de difícil controle. Ele precisa de acompanhamento e de um professor de apoio, mas não teve nenhum desde que começou o ano”, relatou em entrevista.

Uniforme do adolescente foi encontrado sujo e manchado após suposto abuso dentro de colégio. (Foto: Reprodução/Jonathan Cavalcante/Rádio São Francisco)
Ainda segundo a mãe, o episódio teria ocorrido em meio a uma brincadeira de “verdade ou desafio”, na qual um estudante da escola teria sido desafiado a cometer o abuso.
“Eu olho pro meu filho e tento imaginar o que ele esta passando e sentindo. Mas eu não consigo fazer nada a mais, a não ser pedir ajuda. Não sei há quanto tempo isso vem acontecendo ou se tem outros casos, mas espero que, se tiver outros, que busquem ajuda”, disse ao jornalista Jonathan Cavalcante.
A ocorrência foi feita na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Anápolis e o caso será investigado. Yasmin também afirma que denunciou a situação ao Conselho Tutelar.
“Eu quero justiça. Se você te um filho, cuide do seu filho. Porque não dá para entregar ele a uma escola que não deu o mínimo de cuidado e de apoio. O brilho do meu filho sumiu. Ele ficou calado e isolado”, finalizou.
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