Disputa entre Goiás e Tocantins por área na Chapada vai parar no STF e tem decisão adiada
Disputa envolve o Norte do município de Cavalcante, onde um erro em carta do Exército de 1977 teria trocado nomes de rios e confundido as fronteiras

A disputa territorial entre Goiás e Tocantins voltou ao centro do debate nacional após audiência realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu suspender temporariamente a ação que discute a posse de uma área de cerca de 12,9 mil hectares no município de Cavalcante, no Nordeste goiano.
O impasse envolve uma região estratégica da Chapada dos Veadeiros, incluindo o Complexo do Prata, conhecido por suas cachoeiras e forte potencial turístico, além de comunidades tradicionais.
Durante a audiência, realizada nesta segunda-feira (06), os dois estados concordaram em interromper o processo até o dia 22 de junho, prazo em que será realizado um estudo técnico conjunto para definir a linha divisória correta.
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O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, destacou a disposição de ambos os entes federados em resolver o impasse por meio do diálogo.
Entenda o caso

Estudo técnico deve apontar limites corretos após erro em mapa antigo. (Foto: Reprodução/ PGE-GO)
A origem do conflito está em um possível erro cartográfico registrado ainda em 1977, quando um mapa do Exército teria confundido o Rio da Prata com o Córrego Ouro Fino.
Na prática, a indefinição tem impactado diretamente moradores da região, especialmente comunidades quilombolas, que convivem há anos com dúvidas sobre qual estado é responsável pela oferta de serviços públicos e infraestrutura.
Segundo o Governo de Goiás, o Tocantins estaria ocupando indevidamente a área e até oferecendo serviços no local.
Já o estado vizinho interpreta que o território faz parte de sua jurisdição.
Enquanto não há decisão definitiva, ficou acordado que os serviços públicos continuarão sendo prestados normalmente à população local.
A nova audiência marcada para junho deve ser decisiva para o futuro da região, que carrega não apenas valor econômico, mas também cultural e histórico.
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