Estudante de Direito de Trindade fala pela primeira vez após permanecer 21 dias presa
Ellen Lorraine relembrou o momento da prisão, as semanas no presídio e voltou a negar qualquer envolvimento com a organização criminosa

Pela primeira vez desde que deixou a Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia, a estudante de Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, falou publicamente sobre os 21 dias em que permaneceu presa por suspeita de integrar uma organização criminosa investigada pela Polícia Civil do Amapá.
Em entrevista exibida pela RecordTV Goiás, a jovem de Trindade voltou a negar qualquer participação no esquema investigado pela Operação Boleto Fantasma e afirmou estar convicta de que conseguirá comprovar sua inocência.
Pela primeira vez desde que deixou a Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia, a estudante de Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, falou publicamente sobre os 21 dias em que permaneceu presa por suspeita de integrar uma organização criminosa investigada pela… pic.twitter.com/WZ2UULZkH8
Leia também— Portal 6 (@portal6noticias) July 28, 2026
“Com toda a certeza eu sou inocente”, declarou.
Ellen contou que foi surpreendida pela chegada de policiais à casa onde mora com os pais e disse que, naquele momento, sequer compreendia o motivo da prisão.
“Parecia um filme de terror. Eu estava em choque”, relatou ao lembrar do trajeto, quando foi algemada e levada em um camburão até o presídio.
Ela também descreveu as condições enfrentadas na unidade prisional. Segundo a estudante, a cela era pequena, muito fria e chegou a abrigar dez mulheres ao mesmo tempo.
“Era uma cela muito gelada. Chegou a ter mulher dormindo sentada porque não tinha espaço para todas”, afirmou.
Durante a entrevista, Ellen explicou que acredita ter sido incluída na investigação porque um dos suspeitos possuía seu número de telefone. Segundo ela, os dois se conheceram em festas automotivas em 2022 e nunca mantiveram qualquer relação após aquele período.
“Depois de 2023 eu nunca mais tive contato com ele”, disse.
A defesa sustenta que a estudante foi confundida com outra pessoa identificada como “Lorraine” nas investigações e afirma que não há provas financeiras, bancárias ou de participação dela na organização criminosa.
Na última sexta-feira (24), Ellen deixou a prisão após a Justiça do Amapá revogar a prisão preventiva. Na decisão, a juíza Luiza Vaz Domingues Moreno apontou fragilidade na individualização dos indícios apresentados contra a goiana e determinou sua liberdade mediante medidas cautelares.
Apesar da soltura, a investigação continua em andamento e Ellen afirma que ainda precisará enfrentar o processo para demonstrar que não possui ligação com o grupo investigado.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






