Menos trânsito, lojas antigas e prédios mais baixos: como era o Centro de Anápolis há 50 anos
Ponto de encontro da cidade, setor acompanhou todas as mudanças sofridas ao longo de meio século e foi se adaptando às novas rotinas

Se muitas coisas podem mudar em um ano, imagine as diferenças que uma cidade pode viver durante meio século. Prestes a completar 119 anos, Anápolis já viu muitas mudanças ao longo da história – e o Setor Central parece ter sentido a maioria delas.
Considerado ponto de encontro para muitos trabalhadores e moradores de um município, o Centro costuma concentrar as atividades comerciais, terminais de transporte público e atrações culturais.
Por isso, acaba se tornando um exemplar do que acontece no resto da cidade – e em Anápolis não é diferente.
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Cinquenta anos atrás, a antiga “Santana das Antas” vivia algumas das suas maiores transformações, com a implementação da Base Aérea e também do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).
Mesmo afastadas, as duas estruturas causaram alterações que chegaram a todo o município. Uma estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a população quase quadruplicou desde então, saltando de pouco mais de 100 mil em 1970 para 420 mil habitantes em 2026.
Com o aumento expressivo, também mudaram os hábitos dos moradores. Se antes era possível caminhar pelo Centro de Anápolis à noite sem grandes preocupações, a rotina noturna no bairro ganhou uma versão bastante diferente, muito menos movimentada e sob constantes discussões de revitalização.
Além disso, os cenários ganharam novas roupagens. Imagens da época mostram carros coloridos, poucos prédios altos e um tráfego pouco intenso. Algumas das lojas que são vistas nas fotos antigas já não existem mais.
Outras resistem, mas em novos endereços. A Livraria Marília, que está na esquina da Rua Quintino Bocaiúva, por exemplo, já passou pela Avenida Goiás e pela Rua Rui Barbosa, sempre no Setor Central.
Entre as vias importantes, a Rua Engenheiro Portela é uma das que mais aparecem nos registros históricos. Com cerca de 3km de extensão, entre a Praça Americano do Brasil (Praça do Avião) e a Avenida Brasil, ela viu muitos edifícios mudarem ou permanecerem.
Enquanto a agência dos Correios mudou detalhes na fachada, as lojas Carlos Saraiva e Onogás fecharam e deram espaço à Nolitta e as Casas Bahia, respectivamente.
Com o passar dos anos, Anápolis viveu profundas transformações, que também redesenharam o Setor Central e o fizeram acompanhar os novos hábitos da população anapolina.
Confira imagens:
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