Menos trânsito, lojas antigas e prédios mais baixos: como era o Centro de Anápolis há 50 anos

Ponto de encontro da cidade, setor acompanhou todas as mudanças sofridas ao longo de meio século e foi se adaptando às novas rotinas

Natália Sezil Natália Sezil -
Cruzamento da Rua Engenheiro Portela com Barão do Rio Branco em 1970. Centro de Anápolis
Cruzamento da Rua Engenheiro Portela com Barão do Rio Branco em 1970. (Foto: Reprodução/Anápolis na Rede)

Se muitas coisas podem mudar em um ano, imagine as diferenças que uma cidade pode viver durante meio século. Prestes a completar 119 anos, Anápolis já viu muitas mudanças ao longo da história – e o Setor Central parece ter sentido a maioria delas.

Considerado ponto de encontro para muitos trabalhadores e moradores de um município, o Centro costuma concentrar as atividades comerciais, terminais de transporte público e atrações culturais.

Por isso, acaba se tornando um exemplar do que acontece no resto da cidade – e em Anápolis não é diferente.

Cinquenta anos atrás, a antiga “Santana das Antas” vivia algumas das suas maiores transformações, com a implementação da Base Aérea e também do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

Mesmo afastadas, as duas estruturas causaram alterações que chegaram a todo o município. Uma estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a população quase quadruplicou desde então, saltando de pouco mais de 100 mil em 1970 para 420 mil habitantes em 2026.

Com o aumento expressivo, também mudaram os hábitos dos moradores. Se antes era possível caminhar pelo Centro de Anápolis à noite sem grandes preocupações, a rotina noturna no bairro ganhou uma versão bastante diferente, muito menos movimentada e sob constantes discussões de revitalização.

Além disso, os cenários ganharam novas roupagens. Imagens da época mostram carros coloridos, poucos prédios altos e um tráfego pouco intenso. Algumas das lojas que são vistas nas fotos antigas já não existem mais.

Outras resistem, mas em novos endereços. A Livraria Marília, que está na esquina da Rua Quintino Bocaiúva, por exemplo, já passou pela Avenida Goiás e pela Rua Rui Barbosa, sempre no Setor Central.

Entre as vias importantes, a Rua Engenheiro Portela é uma das que mais aparecem nos registros históricos. Com cerca de 3km de extensão, entre a Praça Americano do Brasil (Praça do Avião) e a Avenida Brasil, ela viu muitos edifícios mudarem ou permanecerem.

Enquanto a agência dos Correios mudou detalhes na fachada, as lojas Carlos Saraiva e Onogás fecharam e deram espaço à Nolitta e as Casas Bahia, respectivamente.

Com o passar dos anos, Anápolis viveu profundas transformações, que também redesenharam o Setor Central e o fizeram acompanhar os novos hábitos da população anapolina.

Confira imagens:

Cruzamento da Rua Engenheiro Portela com Barão do Rio Branco em 1970. Centro de Anápolis
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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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