Ozempic pode desenvolver uma série de doenças em pessoas saudáveis, alerta nutricionista
Ao Portal 6, especialista goiana explica as consequências para pessoas que usam o medicamento de forma indiscriminada
Inicialmente desenvolvido para tratar diabetes tipo 2, o uso indiscriminado do Ozempic para fins estéticos pode vir a causar a doença que foi feito para combater, assim como uma série de outras enfermidades.
O medicamento tem como princípio ativo a semaglutida, substância que imita o hormônio GLP-1 e reduz a glicose, além de diminuir o apetite e dar a sensação de saciedade, motivo da popularização recente.
Apesar de ser para diabéticos, produzido pela Novo Nordisk, o Ozempic possui aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser usado no tratamento contra obesidade e sobrepeso. Neste contexto, ao Portal 6, a nutricionista Rosyelem Oliveira afirmou que houve um aumento da quantidade de pessoas saudáveis que buscam perder cerca de 10 kg.
- De beijos forçados a toque em partes íntimas: Justiça de Goiás afasta gerente que assediava mulheres no trabalho
- Justiça afasta conselheiros do maior hotel de Caldas Novas após polêmica com aluguéis irregulares
- Anápolis é foco de operação da PF contra facção ligada a tráfico de drogas e “tribunal do crime”
“O Ozempic só deve ser usado com prescrição médica. Pessoas que não se encaixam no perfil podem acabar prejudicando a saúde”, disse. Um rosto flácido e emagrecido está no final da lista dos problemas que o medicamento pode desencadear.
Diarreia, náusea, vômitos, constipação, refluxo e sensação de empanzinamento são os efeitos mais comuns, até com acompanhamento médico. Porém, sem a devida atenção, o paciente está sujeito a ministrar o Ozempic de forma errônea.
“Em indivíduos saudáveis que fazem o uso por um período considerável e dependendo da dosagem, ele pode causar uma alteração nos níveis de insulina”, apontou Rosyelem. Com isso, ele pode vir a produzir uma resistência à insulina e desenvolver diabetes tipo 2.
Além disso, é possível desenvolver colesterol alto, desnutrição e doenças graves como pancreatite aguda, hipertensão, reações alérgicas intensas e retinopatia (lesão nos vasos sanguíneos da retina).
“Os prós não compensam os contras para pessoas saudáveis, principalmente quando o uso ocorre sem indicação ou acompanhamento médico”, defendeu.






