Internautas evocam “macumba” de cantora brasileira para morte de Donald Trump

“Previsão” da Marrom, como a artista é carinhosamente chamada, transformou-se no tempero que faltava para o boato ganhar contornos de comédia e se espalhar de forma ainda mais avassaladora

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Internautas evocam “macumba” de cantora brasileira para morte de Donald Trump
Cantora Alcione prometeu fazer “Macumbinha” para o presidente dos EUA. (Foto: Reprodução)

Em meio a uma onda de boatos sobre a suposta morte de Donald Trump que tomou conta da internet neste sábado (30), um elemento inusitado e tipicamente brasileiro ganhou destaque: a “macumba”.

A menção à prática religiosa, feita em tom de brincadeira pela cantora Alcione, foi resgatada por internautas e rapidamente se tornou um dos principais motores para a viralização de memes e comentários sobre o assunto, misturando desinformação, humor e teorias conspiratórias que colocaram o nome do presidente dos Estados Unidos entre os mais comentados do mundo.

A faísca para a explosão de piadas foi um vídeo antigo do programa “É de Casa”, da TV Globo, onde Alcione, de forma descontraída, afirmou que faria uma “macumbinha” para Trump.

Com o surgimento dos rumores sobre a saúde e o suposto falecimento do líder norte-americano, não demorou para que a criatividade dos usuários de redes como o X (antigo Twitter) e Instagram conectasse os dois fatos.

A “previsão” da Marrom, como a artista é carinhosamente chamada, transformou-se no tempero que faltava para o boato ganhar contornos de comédia e se espalhar de forma ainda mais avassaladora.

Embora a brincadeira com a “macumba” tenha sido o fio condutor do humor, a narrativa sobre a morte de Trump foi alimentada por outros fatores que, para muitos, pareciam dar credibilidade à história.

Imagens de uma mancha roxa na mão do presidente e a bandeira da Casa Branca a meio-mastro foram amplamente compartilhadas como “provas” do ocorrido.

No entanto, ambas as situações tinham explicações oficiais: a marca na mão é resultado de uma condição venosa crônica, enquanto a bandeira homenageava vítimas de um tiroteio, em um gesto ordenado pelo próprio Trump.

O episódio evidencia o poder da viralização nas redes sociais, onde fatos, boatos e humor se fundem para criar uma realidade paralela que, por algumas horas, foi mais forte que qualquer checagem ou comunicado oficial.

Apesar da avalanche de publicações e da certeza momentânea de muitos, a morte de Donald Trump não foi confirmada por nenhuma fonte confiável, permanecendo como um dos maiores boatos de 2025.

A “macumba” de Alcione, por sua vez, entra para o folclore da internet como um lembrete de que, no Brasil, até as mais sérias teorias da conspiração podem acabar em samba e diversão.

Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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