Conheça a cidade goiana que já teve nome de país, lenda e até time de futebol
História foi marcada por vai-e-vem na escolha da nomenclatura, mas acabou retornando às origens

Escolher um nome para alguém parece uma decisão definitiva. Afinal, se uma pessoa recebe um nome ao nascer, pode até optar por mudá-lo alguns anos depois, mas a primeira palavra usada para defini-la ainda fica marcada.
Mesmo assim, algumas cidades podem passar por várias nomenclaturas antes de chegar àquela que vai durar mais tempo. É o caso de Palmeiras de Goiás, município situado no Centro do estado que já percorreu uma longa trajetória antes de ser conhecido assim.
Quando as terras começaram a ser ocupadas, em 1800, foram primeiro chamadas de Sítio das Palmeiras. Os milhares de coqueiros existentes na região ditaram a escolha.
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A partir daí, a história passou por alguns encalços. Segundo a Administração Municipal, 800 alqueires foram doados a uma família e foi feita a promessa de que uma igreja seria construída ali.

Palmeiras de Goiás. (Foto: Reprodução/Prefeitura de Palmeiras de Goiás)
Quando decidiu-se por mudar a sede do templo religioso, dedicado a São Sebastião, o nome também mudou. Instalando-se onde antes morava o garimpeiro Jonas Alemão, o povoado passou a ser conhecido como São Sebastião do Alemão.
A nomenclatura persistiu quando o local ganhou a condição de vila, em 1892, e mesmo quando se tornou cidade, em 1905. Mudou em 1917, voltando a ser Palmeiras – mas isso também não resistiu.
Em 1943, Palmeiras passou a se chamar Mataúna. A referência seria à lenda de Janjão, conhecido como o “herói de Mataúna”. Voltaria ao nome anterior em 1947, ganhando “de Goiás”, para diferenciar-se de outras localidades brasileiras.
Atualmente, a cidade que leva (coincidentemente) o nome de um time brasileiro de futebol abriga 34.375 pessoas. Aos curiosos, a população caberia inteiramente no Allianz Parque, estádio oficial do Palmeiras, em São Paulo. A capacidade é de 43.713 ocupantes.
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