Lei proíbe churrasco e bebida alcoólica e impõe multa de R$ 1.500 para quem descumprir
Operação Verão em Praia Grande restringe comércio na areia e prevê apreensão de mercadorias durante fiscalizações diárias

Quem costuma passar o dia na praia contando com churrasco improvisado, queijo coalho assado na hora e bebida gelada vai precisar mudar os planos em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A prefeitura passou a proibir a venda de diversos produtos na faixa de areia e avisou que o descumprimento pode render multa de até R$ 1.500.
A medida começou a valer dentro da Operação Verão, que teve início no começo de dezembro e segue até o Carnaval, período em que a cidade recebe um aumento expressivo no fluxo de turistas. Com mais gente circulando na orla, a administração municipal afirma que reforçou as regras para manter o controle sanitário, reduzir sujeira e garantir ordem pública.
Entre os itens vetados estão churrasco, queijo coalho e raspadinhas, além da comercialização de bebidas alcoólicas. A proibição também alcança produtos como óculos de sol, roupas, pipas, artigos de praia e até fogos de artifício.
A única exceção apontada pela prefeitura são os brinquedos infláveis, que seguem permitidos.
Segundo a gestão municipal, o foco principal está no risco sanitário. Alimentos preparados na hora exigem cuidados específicos de conservação e manipulação, especialmente em dias de calor intenso, algo que, na avaliação da Vigilância Sanitária, não pode ser garantido em carrinhos improvisados expostos ao sol.
A prefeitura ainda cita que parte desse comércio ocorre sem autorização e que a prática costuma deixar rastros na areia, como carvão, espetos, restos de comida e embalagens. O cenário, além de aumentar a poluição, eleva o trabalho das equipes responsáveis pela limpeza diária da faixa litorânea.
Para fiscalizar o cumprimento das novas regras, aproximadamente 50 servidores atuam todos os dias na praia. Durante as abordagens, os agentes verificam condições de higiene, funcionamento regular do comércio e o cumprimento do Código de Posturas do município. Quando há irregularidades, os produtos podem ser apreendidos e o vendedor multado.
A decisão, no entanto, impacta diretamente os ambulantes, que concentram no verão a maior parte do faturamento do ano e agora enfrentam restrições mais duras justamente no período mais movimentado da temporada.
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