Quem é a mulher que desapareceu misteriosamente em Caldas Novas
Daiane Alves de Souza foi vista pela última vez há mais de um mês, o que fez com que o caso passasse a ser investigado como homicídio

O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, completa 31 dias neste domingo (18). Descrita como pessoa “independente” e “peça fundamental”, ela foi vista pela última vez ao descer o elevador do prédio onde mora, em Caldas Novas, no Sul goiano.
A falta de informações fez com que o caso ganhasse repercussão nacional – e, conforme aumenta o clamor de amigos e familiares para que ela seja encontrada, mais informações ganham espaço contando quem é a profissional.
Daiane é natural de Uberlândia, em Minas Gerais, mas mora em Caldas Novas há dois anos para administrar seis apartamentos da família. Nas redes sociais, ela divulgava os condomínios e fornecia o contato para locações, compartilhando registros feitos por hóspedes e gravações da filha, de 17 anos.
Para a mãe, Nilse Alves, de 61 anos, a corretora “é uma mulher independente”. Ela contou ao G1: “ela foi uma pessoa que sempre lutou por aquilo que acredita”.
A personalidade parecia causar desavenças no condomínio onde mora. Segundo Nilse, alguns problemas registrados no local geraram processos contra o empreendimento, o que ainda estaria tramitando na Justiça de Caldas Novas.
Em agosto de 2025, os moradores do prédio chegaram a tentar expulsar a corretora. O motivo não ficou claro, mas o pedido teria sido aprovado durante uma assembleia.
Dos 58 apartamentos, 52 moradores teriam sido favoráveis à decisão, que foi posteriormente invalidada judicialmente.
Georgiana Passos, amiga que recebeu os últimos vídeos enviados por Daiane antes do desaparecimento, diz que a corretora é uma “peça fundamental nas nossas vidas”.
Ela relatou ao portal Alô Uberlândia, durante manifestação na busca por respostas: “tá faltando a risada dela, os conselhos dela, tá faltando ela em tudo”. Antes de desaparecer, o plano era que Daiane passasse o fim de ano e as férias com amigos.
Georgiana contou que a profissional já tinha passado por situações similares antes. Não apenas a energia elétrica já havia sido cortada, como também a internet e a água.
Duas coisas nas filmagens chamam a atenção da amiga, que foi a última pessoa a conversar com a corretora: a primeira é que ela não saía sem os óculos, o que mostrava que iria apenas fazer algo rápido fora do apartamento. A segunda é que a porta da unidade foi encontrada trancada no dia seguinte, quando o vídeo mostra que a profissional tinha deixado aberta.
Investigações
Ainda sem respostas concretas, a Polícia Civil (PC) de Caldas Novas transferiu a apuração para a Delegacia de Homicídios. Várias hipóteses estão sendo analisadas, incluindo sequestro.
A falta de câmeras no condomínio complica as investigações. O alcance do sistema de segurança era limitado: não cobria a área dos relógios de energia elétrica, por exemplo, dificultando a reconstituição do trajeto feito.
A apuração considera os conflitos anteriores, e as autoridades seguem sem divulgar muitos detalhes, para não comprometer o trabalho policial.
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