Não é no fogo alto, nem mexendo toda hora: a forma correta de fazer arroz e melhorar a digestão e o sabor

O modo de preparo influencia diretamente a textura, o sabor e até a forma como o organismo reage ao alimento mais consumido pelos brasileiros

Layne Brito -
forma correta de fazer arroz
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

O arroz está presente diariamente na mesa da maioria dos brasileiros. Simples, versátil e acessível, ele é base da alimentação nacional. Mas o que muita gente não sabe é que a forma de preparo pode influenciar diretamente na digestão e até na resposta do açúcar no sangue.

Recentemente, ganhou destaque a ideia de que adicionar cúrcuma (açafrão-da-terra) ao arroz pode trazer benefícios à saúde.

A especiaria, conhecida por sua coloração amarela intensa, é rica em curcumina composto com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias estudadas pela ciência.

Estudos apontam que a curcumina pode auxiliar na redução de processos inflamatórios, contribuir para a saúde intestinal e, em alguns casos, ajudar no controle da glicemia. Isso ocorre porque o composto pode melhorar a sensibilidade à insulina e proteger células do pâncreas contra estresse oxidativo.

No entanto, especialistas alertam: adicionar cúrcuma ao arroz não transforma o alimento em um “remédio natural”.

Os benefícios estão associados ao consumo regular dentro de uma alimentação equilibrada e não substituem tratamento médico, especialmente em casos de diabetes.

O modo como oarroz é preparado pode alterar sua estrutura química e influenciar a forma como o organismo reage a ele.

Quando o alimento é cozido e posteriormente resfriado antes do consumo, parte do amido passa por um processo chamado retrogradação, formando o chamado “amido resistente”.

Esse tipo de amido se comporta de maneira semelhante às fibras alimentares, sendo digerido mais lentamente. Como consequência, pode haver menor pico de glicose no sangue após a refeição.

Mesmo após o reaquecimento, parte dessa característica permanece.

Mexer constantemente durante o cozimento também interfere no resultado. O movimento excessivo rompe a estrutura do grão e estimula a liberação de amido, deixando o arroz mais grudado e pesado.

Esse excesso de amido livre pode alterar a textura e influenciar a forma como o alimento é digerido.

Além disso, combinar o arroz com fontes de fibras, proteínas e gorduras boas como feijão, legumes, saladas e carnes magras também ajuda a reduzir a velocidade de absorção do açúcar pelo organismo, favorecendo uma digestão mais equilibrada.

Adicionar cúrcuma ao arroz pode ser uma alternativa interessante para variar o sabor e incluir compostos bioativos na dieta. No entanto, os maiores impactos na digestão e no controle do açúcar no sangue estão relacionados ao conjunto da alimentação e ao modo de preparo do alimento.

Pequenas mudanças na rotina alimentar podem trazer benefícios reais, mas sempre com orientação profissional quando houver condições de saúde específicas.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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