Morador de Anápolis consegue medida protetiva contra ex após perseguição e controle das contas bancárias

Suspeito chegou a invadir contas bancárias da vítima, tomar posse de aluguéis recebidos e até interferir no CNPJ dele

Ícaro Gonçalves -
imagem aérea de Anápolis
Caso aconteceu em Anápolis (Foto: Prefeitura de Anápolis/ Samuel Sousa)

Um homem morador de Anápolis conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra o ex-companheiro, suspeito de perseguir e controlar as contas bancárias dele. A decisão reconheceu que a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada a relações homoafetivas.

Conforme o portal Rota Jurídica, a vítima, que não teve a identidade revelada, relatou no processo que manteve um relacionamento de nove anos com o ex-companheiro.

Após o término, o ex começou a controlar e a coagir o homem, como por exemplo, acessando e movimentando as contas bancárias dele.

A denúncia apresentada também relata casos em que o suspeito tomava posse de aluguéis recebidos de imóveis, e até interferia em questões burocráticas ligadas ao CNPJ da vítima.

Ao analisar o caso, o juiz plantonista Alessandro Manso e Silva entendeu que a Lei Maria da Penha pode ser aplicada a casos de violência doméstica mesmo entre casais gays, desde que demonstrado contexto de vulnerabilidade concreta de uma das partes.

O magistrado também considerou haver indícios de violência doméstica nas modalidades psicológica e patrimonial.

Com isso, o suspeito dos crimes não poderá mais se aproximar a menos de 300 metros da vítima e da residência dele, nem entrar em contato por meio de nenhum tipo de aparelho.

O juiz também autorizou o fornecimento de dispositivo eletrônico de proteção, conhecido como “botão do pânico”.

Os demais pedidos feitos, como de restituição de bens e interrupção dos acessos às contas bancárias, ainda serão  analisados pela Justiça.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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